Mais de 20 dicas para passar 3 dias em Salvador

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Igreja do Bonfim. Salvador Bahia. Foto: Tércio Campelo

Aproveite as férias de julho e venha conhecer essa cidade vibrante, solar e multicultural

Férias de julho e você decidiu vir pela primeira vez para a capital baiana. O Visit Salvador da Bahia preparou alguns roteiros cheios de dicas para turistas que vêm passar 3 dias na cidade. Tem sugestões de passeios culturais, pontos turísticos, restaurantes, entretenimento, passeios ao ar livre e praias para quem quer viver experiências durante o dia todo.

Salvador é amor à primeira vista, cidade vibrante, musical e colorida. Ao planejar sua viagem, você provavelmente listou experiências que vão te fazer sentir a cidade em sua essência, um resumo do que é Salvador. Sol, bons encontros, gastronomia, vida cultural, música e festa são alguns motivos que com certeza te fizeram escolher Salvador. Você quer uma programação com pontos turísticos para uma bela foto, mas também quer se sentir fazendo parte da cidade? Então vem com a gente!

Primeiro dia

Manhã

Em primeiro lugar, vá para a Cidade Baixa. Salvador tem muitas tradições e certamente uma das mais importantes é subir a Colina Sagrada para agradecer na Basílica Santuário de Nosso Senhor do Bonfim. Como diz o dito popular: “Quem foi à Bahia e não foi ao Bonfim, não foi à Bahia”.

Igreja do Bonfim. Salvador, Bahia. Foto: Amanda Oliveira.

Assista a uma missa e visite o museu da igreja. A igreja tem missas todos os dias. Contudo, as sextas-feiras são as mais tradicionais e são o momento onde os baianos e turistas se vestem de branco em agradecimento ao Senhor do Bonfim. Nas missas, inclusive, é possível carregar uma réplica da imagem do santo durante o momento do ofertório (você pode se inscrever pelo site do santuário).

Lá, você vai amarrar uma fitinha no gradil famoso. Muito mais do que uma forma de lembrar da viagem, o item é sinônimo de fé e tradição e tem o poder de realizar três pedidos, segundo a crença popular.

Logo depois, almoce em um dos ótimos restaurantes próximos à igreja, de preferência de frente para o mar.

Tarde

À tarde, vá para a Cidade Alta, no Centro Histórico de Salvador, e visite a Casa do Carnaval da Bahia. O primeiro museu da folia faz uma viagem visual e sensorial nos recortes temáticos da festa. São maquetes, roupas e instrumentos emprestados por artistas da festa, fotos e documentos históricos, além de dois cinemas onde os visitantes podem aprender ritmos da festa caracterizados e com a ajuda de monitores. Várias projeções em vídeo também fazem parte do acervo, assim, cada visitante faz sua “viagem” pela casa de forma particular. Para fechar o passeio, veja o pôr do sol do terraço. Lá, tem o Mãe Comida Afetiva, com belisquetes bem gostosos.

Noite

Para começar sua noite, que tal um drink no Cravinho? Marca registrada das festas de largo, a bebida feita à base de cravo e canela traz um gosto e aroma bastante encorpados. Criado no início dos anos 80, O Cravinho possui quatro ambientes internos, sendo um deles uma lojinha com vários itens interessantes para os turistas. Possui uma grande quantidade de bebidas típicas de infusão como: O Cravinho (cachaça, cravo, mel e limão), Canela (cachaça, canela, mel e limão) e o Jatobá (cachaça, Casca de Jatobá, mel e limão).

O Cravinho. Pelourinho, Salvador, Bahia. Foto: Amanda Oliveira.

Outra sugestão perfeita para sua primeira noite em Salvador é assistir ao espetáculo do Balé Folclórico da Bahia. As apresentações do Balé Folclórico da Bahia são espetáculos passionais e energéticos. Uma linguagem cênica que capta, em seu mais puro estado, as manifestações folclóricas da Bahia, suas histórias, hábitos, cores e influências – e já rendeu à companhia prêmios e turnês pelo Brasil e mundo afora.

Balé Folclórico da Bahia. Créditos Mandinga Filmes.

Para você que nunca foi ao espetáculo, saiba que, quando o público entra no Teatro Miguel Santana, no Pelourinho, uma imersão na memória do imaginário popular acontece, através de coreografias que amplificam e ressignificam o maculelê, o samba de roda, a capoeira, danças e rituais dos terreiros de candomblé para os palcos. Imperdível!

Segundo dia

Manhã

Cidade solar, Salvador tem praias lindas com piscinas naturais, água cristalina e banho morninho. Hoje, seu dia começa com um mergulho no Porto da Barra, uma das faixas de areia mais queridas dos soteropolitanos. Motivos não faltam. Lá, os clássicos são o mar tranquilo, comer um queijo coalho, tomar um geladinho de umbú ou um picolé capelinha de amendoim, dar um salto no trampolim, passear de SUP ou de canoa havaiana (sim, você pode fazer tudo isso por lá!).

Porto da Barra. Foto: Amanda Oliveira

Foi no atual Porto da Barra que o governador-geral Tomé de Sousa desembarcou com homens e materiais, fundando a cidade de São Salvador da Bahia de Todos os Santos no ano de 1549, século XVI. Então, antes ou depois da praia, tire uma foto bem legal no Marco da Fundação da Cidade do Salvador. Fica a dica….

Na mesma enseada, no Forte Santa Maria, está o Espaço Pierre Verger da Fotografia da Bahia. Em um único lugar, é possível viajar por todo o estado, e por cada canto dessa cidade. Como? Em fotografias de tirar o fôlego, grandes profissionais mostram a Bahia por diferentes olhares, mostrando a diversidade cultural dessa terra maravilhosa. Isso aliado a projeções, salinha-cinema, mapa interativo e realidade virtual.

Tarde

Bora comer uma comida bem regional? Nossas sugestões ficam no bairro do Rio vermelho, um almoço no restaurante Dona Mariquinha ou Casa de Tereza. Para finalizar a tarde, assista ao pôr do sol na mureta da Casa de Iemanjá.

No Dona Mariquita, os pratos são coloridos e cheios de sabor, e junto com a decoração impecável, inspirada nos terreiros de candomblé, e a iluminação agradável, te fazem querer ficar ali por horas saboreando cada garfada. O carro-chefe da casa é um prato bem baiano que foi esquecido e outros nem conhecem. Chama-se “Arroz de Hauçá”. Aproveite para tomar a caipiroska de tamarindo, pois, em outro lugar, é difícil de achar!

No restaurante Casa de Tereza, um dos pratos mais famosos é a moqueca Trilogia do Mar, preparada com lagosta ou polvo, camarão e peixe. Outro atrativo é a decoração. Por onde você olha, encontra arte. De mesas pintadas por amigos artistas plásticos a uma loja de artefatos de decoração, este é um restaurante que aguça os sentidos e se tornou praticamente um ponto turístico para visitantes que queiram realmente conhecer a cidade.

Noite

O Rio Vermelho é conhecido por ser o bairro boêmio da cidade, então, é claro que nossa sugestão é ir lá comprovar! Faça uma parada técnica para um acarajé (a noite promete ser longa). Acarajé da Cira (Largo da Mariquita), Dinha (Largo de Santana) ou Regina (próxima à Casa da Mãe) são os tabuleiros famosos não só no bairro, mas na cidade inteira. Escolha os ingredientes que mais gostar – mas cuidado com a quantidade de pimenta – e delicie-se com um dos ícones da gastronomia baiana.

Acarajé da Dinha no Rio Vermelho. Salvador, Bahia Foto: Amanda Oliveira.

Andar de bar em bar. Essa é a graça da noite do Rio Vermelho. Você consegue rodar por vários lugares, ouvir boa música e tomar bons drinks em diversos lugares, em uma só noite. Vá ao Eco, depois Bombar, e termine a noite na Borracharia. Dica-amiga: leve os óculos escuros, pois é provável que “hoje, você só volte amanhã”!

Terceiro dia

Manhã

A noite foi boa, né, meu bem!? Então, reserve uma mesa para um café da manhã inesquecível e reforçado, lá pras 10h30 da manhã, na Pousada do Boqueirão, no Santo Antônio Além do Carmo. Hoje, você merece todas as delícias do desjejum baiano, ou seja: mingau de tapioca, banana da terra cozida, aipim cozido e o queridinho da pousada: o pão artesanal feito na casa. Todas as delícias são preparadas ali mesmo, na cozinha da pousada, como as geleias e chutneys de manga ou tamarindo, bolos, salgados e doces. As mesas estão dispostas numa varanda fresca, confortável e florida, com a deslumbrante vista da baía.

Tarde

Aproveite para dar um passeio despretensioso pelo bairro. O Santo Antônio Além do Carmo é lindo, com uma vibe de interior. Na caminhada, vale uma visita ao Studio Agá, Casa Boqueirão e Galeria Tempo Arte Popular. Todos têm uma pegada galeria/estúdio/loja, e por isso são perfeitos para apreciar criadores relevantes tanto da cena local, como nacional, além de terem itens para comprar como obras, quadros, gravuras, postais, ímãs, adesivos, camisetas, fotografia, canecas e afins, com a cara dessa Salvador contemporânea.

Noite

Continue pelo Centro Histórico. Você pode começar os trabalhos novamente com um drink ou um suco, de frente para a Baía de Todos-os-Santos, no Antique Bistrô, bem em frente à igreja do Convento do Carmo. Por lá, você pode “almojantar”. Uma das sugestões é a linguiça artesanal com redução de vinho e pão artesanal. A noite pede um show na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, no Campo Grande ou, se quiser fazer algo andando mesmo, veja a programação das praças do Pelourinho neste link.

Serviço:

Igreja do Nosso Senhor do Bonfim
Restaurantes na Pedra Furada
Casa do Carnaval
Mãe Comida Afetiva
Bar O Cravinho
Balé Folclórico da Bahia
Praia do Porto da Barra
Espaço Pierre Verger da fotografia baiana
Restaurante Dona Mariquinha
Restaurante Casa de Tereza
Casa de Iemanjá
Acarajé em Cira, Dinha ou Regina
Bombar
EcoRV
Borracharia
Pousada do Boqueirão
Studio Agá
Casa Boqueirão
Galeria Tempo Arte Popular
Antique Bistrô
Concha Acústica do Teatro Castro Alves
Shows nas praças do Pelourinho


Casa do Carnaval - livros que contam a história dessa grande festa. Foto: Fábio Marconi

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Duração aproximada
2 horas - 4 horas
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