Salvador por Soteropolitanos: Cidade Baixa

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Salvador por Soteropolitanos. Cidade Baixa .

Websérie percorre Salvador mostrando experiências com o olhar dos próprios soteropolitanos

Salvador por Soteropolitanos te leva pela cidade, mostrando pequenas-grandes experiências diárias. Percorremos várias localidades, como Pelourinho, Barra, Itapuã, Cidade Baixa, Rio Vermelho e Subúrbio, conhecendo pessoas e a relação de cada um com a cidade e, assim, descobrindo (ou redescobrindo) esta bela Salvador.

Salvador por Soteropolitanos

O que queremos é te inspirar e fazer com que, depois de assistir, você pegue sua máscara e o álcool 70° e vá conhecer sua própria cidade. Se você não é daqui, faça esse passeio com o olhar dos próprios soteropolitanos. Neste roteiro, vamos com você para a Cidade Baixa, CBX para os mais íntimos. Reunimos aqui todas as dicas e informações importantes para um turismo consciente.

“A Cidade Baixa é a cidade antiga. A cidade antiga que guarda esses lugares em que a religiosidade se manifesta de forma muito viva, dançada, cantada, trajada”, Goli Guerreiro, Antropóloga.

Vamos nessa

Basílica Santuário do Senhor do Bonfim

Salvador por Soteropolitanos. Cidade Baixa .

Esse é um dos pontos que o baiano mais tem carinho. É uma das mais tradicionais igrejas católicas da cidade, dedicada ao Senhor do Bonfim, considerado o padroeiro do coração dos baianos e símbolo do sincretismo religioso da Bahia. A devoção ao

Nosso Senhor do Bonfim é herança portuguesa, reforçada pelas promessas feitas por Dom João V, diante da imagem do Senhor do Bonfim, pelo restabelecimento da saúde de seu pai, o rei Dom Pedro II.

Igreja Nosso Senhor do Bonfim

“A Colina Sagrada é uma referência, na cidade do Salvador, de expressão da nossa fé, do encontro com o diferente. Aqui nós vivemos uma experiência de diálogo inter-religioso.”, Padre Edson Menezes.

O segundo piso da Igreja do Bonfim guarda uma bela surpresa. Um museu, com ótima disposição dos artefatos, reúne quadros, indumentária dos padres, móveis e uma grande diversidade de ex-votos – presentes dados pelos fiéis ao seu santo de devoção em agradecimento, consagração ou renovação de uma promessa.

Completando o passeio, o que você acha de subir a torre e ver tudo lá de cima? Há poucos anos, o acesso foi liberado, dando para avistar a orla da Ribeira de um lado e, do outro, todos os bairros da Cidade Baixa, até a Avenida Contorno, e os prédios que ficam no Corredor da Vitória. Os grandes janelões dão ampla visibilidade também para o Largo do Bonfim, que está novinho em folha, todo lindo e requalificado. Conheça mais desta história.

10 histórias e curiosidades sobre as fitinhas do Bonfim

Chef Lili Almeida – Casa Dona Lili

Salvador por Soteropolitanos. Cidade Baixa .

Lili Almeida é uma chef de cozinha-comunicadora baiana que apresenta, através de alimentos e palavras, os incríveis sabores da Bahia.

Trabalhou ao lado de grandes chefs, em diferentes funções de cozinha, mas foi como aluna do Museu da Gastronomia Baiana, no Senac, em Salvador, que se enxergou como produtora de cultura. Ali, além de desenvolver técnicas de cozinha, teve acesso a livros com informações que considera libertadoras. Criou o projeto AFRIKANABAHIA onde usa como ponto de partida o acarajé pra contar histórias sobre a mulher e a cultura culinária afro-brasileira.

Museu da Gastronomia Baiana

É chef da Casa Dona Lili, restaurante onde serve cardápio autoral e possui também a “Lili Almeida”, empresa que hoje abraça o projeto Aula-Tour na Feira de São Joaquim onde dá aulas de cultura culinária afro-brasileira e inspira pessoas através de sua história.

O mapa dos Acarajés

“Pra mim, é maravilhoso meu restaurante ser na minha casa e eu poder receber meus amigos e meus novos amigos nesse tempo diferente, né?”, Chef Lili Almeida

A Casa Dona Lili fica em uma parte do bairro da Ribeira que vem vivendo um momento de nostalgia, recebendo a visita de mais e mais pessoas. Atualmente, o passeio ali próximo foi revitalizado. A pista, agora em mão única, propicia a caminhada, e a ciclovia agora está repleta de bicicletas, patins e skates. Entre a calçada e a praia há algumas árvores e diversas mesas.

Serviço
Lili Almeida
Chef de cozinha e pesquisadora
@cheflilialmeida// cheflilialmeida@gmail.com
Whatsapp 71 999 843 364// Telefone 71 3487 7897

Algumas das Igrejas da Cidade Baixa

Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, Igreja de São Joaquim, Basílica Santuário de Nosso Senhor do Bonfim, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha, Igreja da Boa Viagem, entre outras.

“A Cidade Baixa, em direção à península de Itapagipe, foi um lugar mapeado pela Igreja Católica. Ela é toda pontuada por edifícios religiosos.”, Goli Guerreiro, Antropóloga.

Circuito da Fé Católica e Caridade

Memorial Irmã Dulce

Memorial Irmã Dulce. Salvador, Bahia. Foto: Amanda Oliveira.

Inaugurado em 1993, um ano após a morte da freira baiana, o Memorial Irmã Dulce (MID) é uma exposição permanente sobre o legado de amor e caridade do Anjo Bom da Bahia, reunindo mais de 800 peças que ajudam a preservar e manter vivos os ideais da religiosa. O hábito usado por ela, fotografias, documentos e objetos pessoais podem ser vistos no MID, que ainda preserva, intacto, o quarto de Irmã Dulce, onde está a cadeira na qual ela dormiu por quase 30 anos em virtude de uma promessa. Outros fatos marcantes de sua vida são lembrados através de maquetes, livros, diplomas e medalhas.

Memorial Irmã Dulce

O Santuário da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, também conhecido como a Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, onde estão depositadas as relíquias (termo utilizado para designar o corpo ou parte do corpo dos beatos ou santos) do Anjo Bom da Bahia, em um espaço chamado Capela das Relíquias. É uma sala circular, com pé direito triplo, tendo ao centro o túmulo que guarda os restos mortais da Mãe dos Pobres.

13 informações sobre Santa Dulce dos Pobres que você vai adorar saber

Praia da Penha – Ribeira

Terminal Marítimo da Ribeira. Salvador, Bahia. Foto: Amanda Oliveira.

As águas da orla da Ribeira são tão calmas que moradores e turistas, muitas vezes, colocam suas cadeiras e mesas dentro do mar e ficam por lá até a maré cheia. Localizada na Cidade Baixa, essa enseada de mar raso e águas claras faz parte das lembranças afetivas de pessoas que já moraram na Ribeira na infância e se mudaram ou que permanecem no bairro, mesmo depois que a cidade começou a crescer “para o outro lado”.

Surgida como uma aldeia de pescadores, nos anos 1930 a Ribeira era um disputado lugar para o veraneio de famílias da Bahia. O bairro possui uma marina onde, até hoje, são atracadas embarcações – especialmente os saveiros que ficam ancorados na Enseada dos Tainheiros.

A faixa de areia mais “badalada” é a Praia da Penha, próxima ao conjunto arquitetônico formado pelo Palácio de Verão do Arcebispo e a Igreja de Nossa Senhora da Penha, com boas opções de barracas com comida, bebida e serviço de cadeira e guarda-sol.

Há quem só conheça o bairro da Ribeira por ter a famosa Sorveteria da Ribeira, fundada em 1931, como o mais conhecido point para turistas. Nós entendemos, afinal, não existe melhor programa de fim de tarde do que um bom sorvete assistindo ao pôr do sol.

Histórias dos bairros de Salvador: Ribeira

Feira de São Joaquim

Feira de São Joaquim. Calçada. Salvador Bahia. Foto: Amanda Oliveira.

Na Cidade Baixa, entre a Baía de Todos os Santos e a Avenida Oscar Pontes, a Feira de São Joaquim é grande em extensão e em história. A maior feira livre da cidade é um mergulho na alma de Salvador. Seus corredores e lojas formam um grande labirinto de experiências gastronômicas, sonoras e culturais.

Lá, você encontra ervas dos mais variados tipos, frutas frescas, potes produzidos no Recôncavo, animais, artesanato de barro, cestos e bolsas de palha, artigos religiosos, iguarias de dar água na boca e um colorido de encher os olhos.

Localizados em uma pequena orla, os restaurantes da parte revitalizada da feira são imperdíveis, não só pela vista deslumbrante para a Baía de Todos os Santos, mas também pelo cardápio. O Pôr do Sol da Diva, por exemplo, tem a feijoada como carro- chefe, mas também serve moqueca, mocotó, pititinga e outras delícias.

Feira de São Joaquim

Prentice Arts

Salvador por Soteropolitanos. Cidade Baixa .

Há mais de 60 anos, o artista Prentice Carvalho vem pintando a Bahia. São azulejos, telhas, cerâmicas e telas com os mais diversos motivos, como paisagens típicas da Bahia, baianas com vestimentas tradicionais, orixás, a arquitetura local, santos, imagens do cotidiano e retratos encomendados.

“Só pinto pra viver, não é pra ficar rico. A minha riqueza são as amizades e o que eu faço. Vocês que estão me chamando de artista. Para mim, eu sou só um trabalhador.”, Seu Prentice, Artista Plástico.

Dentro do sobrado estreito da orla da Ribeira, pertinho do Museu do Sorvete, além de comprar souvenires diretamente de quem produz, o visitante ainda tem a certeza de uma boa prosa. Todas as paredes são tomadas por obras de Prentice. A maioria está à venda, mas algumas ele guarda com carinho como seu acervo pessoal. Até no banheiro, o teto é todo pintado por ele. Ali também fica o seu ateliê, sendo possível vê-lo pintar algumas peças e manipular o forno.

Entre uma história e outra sobre a Cidade Baixa, você vai escolhendo os próximos itens que vão decorar sua casa (ou dos amigos e familiares) cheios da poesia da Bahia. E não deixe de colocar seu nome no livro de visitas assinado por gente do mundo todo.

Serviço
Prentice Arts
Instagram: @prenticearts
R. Porto dos Tainheiros, 70 – Ribeira, Salvador – BA40421-580
Aceita encomendas para todo o Brasil via direct (instagram) ou pelo whatsapp (71) 99917-0254.

Soterografando

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Para deixar o roteiro ainda mais perfeito, viaje também pelas fotos do fotógrafo Tiago Quirino Troccoli em seu perfil no instagram @soterografando. Ele é um apaixonado pela Cidade Baixa, vai a todas as festas populares, a exemplo da Lavagem do do Bonfim e a Festa dos Navegantes. Vale muito o passeio através do olhar de Tiago.

“Desde que eu comecei a fotografar em 2014, eu sentia falta. Eu já usava as redes sociais e eu procurava foto da Cidade Baixa e não achava! Minhas melhores fotos foram tiradas na Cidade Baixa.”, @soterografando, Fotógrafo.

Ponta do Humaitá

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O Farol da Ponta de Humaitá é o único dos três faróis da cidade situado dentro da água do mar, às margens da praia de Monte Serrat. Quando a maré sobe, parte da estrutura do farol fica submersa e o cenário torna-se ainda mais fascinante. É nesse momento que muitas pessoas se reúnem para dar aquele mergulho no mar, já que ali também há um atracadouro de barcos.

É conhecido também como Farol dos Namorados, onde casais apaixonados ficam sentados na balaustrada, olhando o horizonte, e ensaios fotográficos de noivas e gestantes são produzidos.

Farol da Ponta de Humaitá

Cuidados Importantes

Com a pandemia da covid-19, a capital baiana vem se adaptando a este novo normal. Durante os passeios, os visitantes devem estar atentos para o uso da máscara, álcool 70º e manter um distanciamento seguro de outras pessoas.

Ligue antes para os locais a serem visitados e procure saber sobre os protocolos de segurança para evitar contaminação.

Este é o Plano de Retomada das Atividades em Salvador. Entenda todos os protocolos de funcionamento neste link.


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