Literatura baiana: 14 novos nomes que você precisa conhecer

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Internet deu novo fôlego a literatura

Largo do Pelourinho. Ao fundo, Fundação Casa de Jorge Amado. Foto: Fábio Marconi.

Muitos escritores baianos se destacaram e tiveram suas obras conhecidas mundialmente. É o caso dos soteropolitanos Jorge Amado (1912-2001) e Gregório de Matos (1636-1696), que escreveram verdadeiros clássicos da literatura.

Mas engana-se quem pensa que os escritores de hoje ficam para trás. Jovens baianos – a maioria que começou nas redes sociais – também aparecem com seus nomes nas listas de obras mais vendidas das estantes de livrarias e lojas digitais e mostram o poder da nova geração da literatura baiana, que escreve dos contos e das poesias aos ensaios e ficção.

A literatura produzida na Bahia está sempre em processo de movimento, especialmente com o advento da internet, conforme analisa Angela Fraga, diretora da Fundação Casa de Jorge Amado e coordenadora geral da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô).

A força da internet

A tecnologia do mundo digital está transformando o processo de consumo literário e, nesse processo, os escritores jovens têm tido uma relevância importante. “Os escritores mais jovens já nasceram no mundo da tecnologia. O escritor mais velho ainda tem aquele romantismo com o livro físico em papel. Eu acho que isso vai muito de gosto e perfil, mas os escritores mais jovens se permitem mais ao virtual. Com a pandemia (do novo coronavírus), as pessoas tiveram mais tempo para fazer aquilo que gostam”, ressalta ngela, que integra a equipe de curadoria da Flipelô.

No processo de escolha dos escritores que participam no evento, que é um dos mais importantes do calendário literário do Brasil desde 2016, o interesse do público no tipo de leitura é o ponto principal, inclusive ouvindo as demandas da internet.

“Pensamos sempre no que está interessando às pessoas e também na conexão com a obra de Jorge Amado. Como é uma equipe de curadoria, sempre tem pessoas que trazem a referência do que o público mais jovem gosta. Ano passado (2019), por exemplo, o livro mais vendido foi de Hugo Canuto, que dialoga com o público jovem. Percebemos que as pessoas também estavam interessadas nas questões indígenas e também reforçamos o interesse das pessoas em poesia”, argumenta ngela.

Em uma época em que as redes sociais apresentam novos talentos e o ambiente digital abre espaço para que novos escritores lancem suas obras de forma totalmente gratuita e independente, não faltam opções de leitura.

Veja 14 novos nomes que você precisa conhecer

1. Hugo Canuto

Hugo Canuto. Salvador da Bahia. Foto divulgação

Soteropolitano, Hugo Canuto nasceu em 1986 e foi o escritor mais vendido da edição de 2019 da Flipelô, dando nova perspectiva à produção de HQs e quadrinhos. Em 2015, ele lançou de forma independente, no Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, a HQ “A Canção de Mayrube – O Início”, inspirada nas mitologias dos Povos da América. No ano seguinte, participou da antologia Máquina Zero 2 da editora Quadro a Quadro e teve seu trabalho homenageando Jack Kirby publicado pela Marvel Comics. Instagram: @hugocanuto_art

2. Carla Akotirene

Carla Akotirene. Salvador da Bahia. Foto divulgacao

Carla Akotirene nasceu em Salvador e é um dos principais nomes da atualidade para falar sobre feminismo negro. Assistente social, mestra e doutoranda em Estudos Feministas pela Universidade Federal da Bahia, já lançou dois livros que foram sucesso de crítica e vendas: “O que é interseccionalidade?” (2018) e “Ó pa í, prezada! Racismo e sexismo institucionais tomando bonde nas penitenciárias femininas” (2020).

Em 2018, foi uma das especialistas convidadas pela ONU Mulheres para falar sobre sua visão como especialista negra sobre temas como violência contra as mulheres negras e racismo. Atualmente, é colunista na revista Vogue Brasil. Instagram: @carlaakotiren

3. Itamar Vieira Junior

Itamar Vieira. Salvador da Bahia. Foto reprodução.

Itamar Vieira Junior nasceu em Salvador em 1979. É formado em Geografia e doutor em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia, com estudo sobre a formação de comunidades quilombolas no interior do Nordeste brasileiro. Em 2018, venceu o Prémio LeYa, de Portugal, com o romance “Torto Arado”.

O júri, presidido pelo poeta Manuel Alegre, justificou a concessão por unanimidade do prêmio “pela solidez da construção, o equilíbrio da narrativa e a forma como aborda o universo rural do Brasil, colocando ênfase nas figuras femininas, na sua liberdade e na violência exercida sobre o corpo num contexto dominado pela sociedade patriarcal. Sendo um romance que parte de uma realidade concreta, em que situações de opressão quer social quer do homem em relação à mulher, a narrativa encontra um plano alegórico, sem entrar num estilo barroco, que ganha contornos universais. Destaca-se a qualidade literária de uma escrita em que se reconhece plenamente o escritor.”

Em 2012, publicou o livro de contos “Dias”. Em 2017, publicou o livro de contos “A oração do carrasco”, finalista na mesma categoria do 60º Prêmio Jabuti. Instagram: @itamarvieirajr

4. Allê Barbosa

Alle Barbosa. Salvador da Bahia. Foto reprodução.

Natural de Ipiaú, no Sul da Bahia, o produtor musical, compositor e escritor Allê Barbosa se tornou conhecido nas redes sociais, onde tem mais de um milhão de seguidores – apenas no Instagram, são quase 350 mil seguidores. O autor baiano tem dois livros publicados sobre o universo feminino.

Intituladas “Quando você for sua, talvez nem queira ser de mais ninguém” e “Apagou contato, excluiu do Facebook, bloqueou no Instagram e deu de cara com ele na fila no pão”, as obras têm assinatura da Editora Solislunaum e abordam, de forma bem-humorada, temas como amor, sexo, viagem, amizade e autoestima.

“Você é mais bonita do que pensa, mas isso não tem a ver com o seu cabelo ou o seu corpo. O seu corpo é apenas uma fração da sua beleza e a sua energia é o que vale. Portanto, isto é o que lhe manterá sempre viva”, destaca o Allê Barbosa. Instagram: @allebarbosza

5. Breno Fernandes

Breno Fernandes. Salvador da Bahia. Foto reprodução

O escritor baiano nasceu e vive em Salvador, mas, como passou a infância em Riacho de Santana, no interior do estado, Breno Fernandes se considera meio soteropolitano, meio riachense. Formado em letras e em jornalismo, Breno estreou na ficção infantojuvenil em 2002, aos 15 anos, quando o romance “O mistério da casa da colina” foi um dos escolhidos pela FTD Educação para inaugurar a Coleção Jovens Escritores. Em 2006, publicou “Mil – a primeira missão”, pelo mesmo selo.

Mais de dez anos depois, em 2017, escreveu “Mendax, o ladrão de histórias”, publicado pela Caramurê. O romance conquistou o segundo lugar do Prêmio Literário Biblioteca Nacional, na categoria literatura juvenil, e foi uma das obras literárias selecionadas pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2018).

Em 2018, foi a vez de “Os fanzineiros” (FTD), um romance juvenil cujo mote é a mistura explosiva de bullying e fake news. A obra também foi selecionada pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2020). Já em 2019, Fernandes lançou seu primeiro livro de contos: “A mão do poeta” (Caramurê) – com dez histórias que transformam lugares icônicos de Salvador em cenários de tramas à moda do realismo mágico. Instagram: @brenofernandes.info

6. Daniel Pasini

Daniel Pasini. Salvador da Bahia. Foto reprodução

Daniel Pasini é o clássico poeta contemporâneo urbano. Ele escreve sobre seus temperamentos, gostos, frustrações e saudades. Sua escrita está marcada pelos lugares, pelas sensações e pelas pessoas. Apesar de ter nascido em Niterói, no Rio de Janeiro, ele mora em Salvador desde os seis anos e se considera baiano.

Formado em Tecnologia da Informação pelo Instituto Federal da Bahia (Ifba), hoje, Pasini é graduando de Administração na Universidade Federal da Bahia (Ufba) e agente comercial. Enquanto isso, escreve para algumas revistas na plataforma Medium há um tempo.

Escreve na revista eletrônica “Mormaço”. Por lá, ele e a também autora baiana Maria Luiza Machado, além de outros nomes da literatura baiana, publicam textos novos todos os dias. Está preparando o lançamento de seu primeiro livro. Instagram: @daniel_pasini

7. Sérgio Faria

Sergio Faria. Salvador da Bahia. Foto reprodução.

Sérgio Faria nasceu em Salvador em 1987 e se define como um ”eterno sonhador”. Começou a escrever em setembro de 2012 através do blog (http://solidaobyme.blogspot.com/). Em 2013, começou a escrever o seu primeiro romance, que foi publicado em 2015. Em 2017, criou o site www.sergiofaria.pt e o novo blog “sensibilidade na alma”. Em 2020, está em processo de finalização do seu segundo livro. Instagram: @sasf219

8. Edgard Abbehusen

Edgard Abbehusen. Salvador da Bahia. Foto divulgação

Nascido em Muritiba, no Recôncavo Baiano, Edgard Abbehusen é apaixonado pela escrita desde pequeno. Seu caminho na literatura começou quando criou um perfil nas redes sociais, em 2016, onde publicava textos, frases e crônicas autorais, aplaudidos por uma legião de seguidores.

Menos de um ano depois, lançou o seu primeiro livro e ganhou lançamentos em grandes livrarias de várias capitais do Brasil. O sucesso rendeu convites para palestras em universidades, escolas, feiras literárias, etc. Hoje, seu perfil no Instagram já conta com mais de um milhão de seguidores.

Abbehusen lançou em 2020 o seu terceiro livro, intitulado “Acredite na sua Capacidade de Superar”, pela Planeta Livros. O escritor baiano também assina aos domingos uma coluna digital no jornal Correio (BA). Instagram: @edgardabbehusen

9. Maria Luíza Maia

A escritora, psicóloga e poeta feirense Maria Luíza Maia já publicou dois livros individuais de poemas: “Algumas histórias sobre a falta” (edição da autora e Editora Mondrongo, 2018) e “Todos os nós” (Editora Penalux, 2019). Em seus poemas, Maria consegue ser brava e leve ao mesmo tempo.

Na primeira obra, é possível identificar um forte viés psicanalítico entremeado aos temas cotidianos que marcam a poética de Maia. Na segunda, observa-se uma perspectiva em mosaico, interpolando temporalidades e espacialidades para compor a tessitura poética que singulariza a publicação.

A autora, que hoje mora em Salvador, articula na capital baiana atividades que expandem a cena literária da Bahia. Uma das atividades de Luíza terminou resultando na coletânea “Corpo que queima”, que reúne a produção poética de 41 mulheres baianas e circula gratuitamente na internet.

Atualmente, ela também é editora da Revista Mormaço. Em seu perfil pessoal do Instagram, Maria, que escreve textos e poesias, posta trechos próprios variados, além de dicas literárias de livros feitos por mulheres, com foco nas escritoras baianas. Instagram: @marialuizamchd

10. Matheus Peleteiro

Matheus Peleteiro. Salvador da Bahia. Foto reprodução.

Autor de seis livros, o escritor baiano Matheus Peleteiro já conquistou alcance nacional com suas obras, que vão desde a ficção até a poesia. Acadêmico da área de direito, poeta e contista, ele lançou seu sexto livro, “Nossos Corações Brincam de Telefone sem Fio”, em 2019. A obra traz 51 poemas, todos com o amor como tema central.

Ele também escreveu “Mundo Cão”, “Notas de um Megalomaníaco Minimalista”, “Tudo que Arde em minha Garganta sem Voz”, “Pro Inferno com Isso” e “O Ditador Honesto”.

Nas redes, onde iniciou seus escritos utilizando o nome “Espirituoso e Trágico”, o autor divulga eventos nos quais estará presente, além de trechos de escritos próprios e de outros autores que acompanha, entre eles, diversos nacionais e baianos. Também faz parte do projeto “Lugar de poesia é na calçada”, no qual jovens colam cartazes com poesias pelas ruas de Salvador.
Instagram: @_matheuspeleteiro

11. Matheus Rocha

Matheus Rocha. Salvador da Bahia. Foto reprodução.

Matheus Rocha nasceu em Feira de Santana e mudou-se recentemente para São Paulo. Poeta e cronista, ele é autor de três livros: “No meio do caminho tinha um amor” (2016), “Muito amor, por favor” (2016), “Pressa de ser feliz” (2018) e “Não me julgue pela capa” (2019).

Desde pequeno, escrevia poemas e textos que narravam seu cotidiano. Graduou-se em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Faculdade Anísio Teixeira, na sua cidade natal.

Em 2012, Matheus reuniu seus textos em um site chamado “Neologismo”, depois migrou para o Facebook, em seguida, para o Instagram e para o Twitter. Com mais de 700 mil seguidores apenas no Instagram, Matheus Rocha aborda temas da vida como amor, amizade, sonhos, ansiedade e depressão. Assíduo nas redes sociais, ele conversa com os leitores e posta frases e trechos diariamente. Instagram: @matheusrocha

12. Míria Moraes

Míria Moraes. Salvador da Bahia. Foto Dudu Assunção divulgação.

Com uma veia feminista, a escritora e poeta baiana Míria Moraes escreve textos e poesias. A autora, que também é psicóloga, criou um projeto no qual recebe histórias das leitoras para que possam inspirar seus novos escritos. No perfil, Míria posta trechos próprios e poesias completas, além de frases e citações de outros autores que acompanha.

Natural do município de Monte Santo, Míria já publicou dois livros: “Pai, não grite com a sua filha” – de modo independente em e-book – e “Sem Poemas”, também de modo independente em e-book e impresso.
Em seu Instagram pessoal, ela divulga ainda textos curtos e frases suas, sempre pautando a discussão de gênero e a militância contra opressões, principalmente o machismo. Instagram: @miriamoraes__

13. Tatiana Amaral

Tatiana Amaral. Salvador da Bahia. Foto reprodução

Autora best-seller da Amazon, Tatiana Amaral tem 23 livros publicados. A escritora baiana faz sucesso com seus romances eróticos. Nascida e criada em Salvador, Tatiana já foi jogadora de vôlei, futebol, nadadora por quatro anos, atriz por cinco e se formou em administração.

Ela mantém contato com os leitores nas redes sociais e chega a republicar fotos deles. Por lá, a escritora de ficções também informa sobre eventos e novos livros, além de postar trechos das obras.
Nos últimos tempos, a soteropolitana está focando nos audiobooks. O primeiro livro da trilogia “Função CEO – A descoberta do prazer”, por exemplo, está disponível em audiobook pela plataforma Storytel, além de ter capítulos no Spotify. Instagram: @tatianaamaraloficial

14. Vanessa Brunt

Vanessa Brunt. Salvador da Bahia. Foto divulgação.

A jornalista e escritora soteropolitana Vanessa Brunt é autora de nove livros, com cinco distribuídos no Brasil e em Portugal. “Depois Daquilo”, “Ir Também é Ficar” e “Não Precisa Ser Assim” são alguns dos seus títulos. A cronista, contista e poetisa ganhou destaque na web principalmente pelas suas frases, que são constantemente compartilhadas em plataformas como Pinterest e Instagram.

A produtora de conteúdos digitais é também colunista do jornal Correio e fundadora do site “Não Óbvio”, vinculado ao portal iBahia. Brunt faz análises de metáforas e simbologias de filmes, séries, músicas e outras artes no seu blog “Sem Quases”.

Hoje, a autora é pós-graduada em Influência Digital pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e dá palestras e oficinas em eventos diversos, sendo convidada por universidades, grandes empresas e escolas para levar seus conteúdos, como é o caso da sua aula de Escrita Criativa e Copywriting. Instagram: @vanessabrunt

Saiba mais sobre a Flipelô

 

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Angela Fraga, diretora da Fundação Casa de Jorge Amado e coordenadora geral da Festa Literária Internacional do Pelourinho, reforça que a Flipelô tem como objetivo levar o público que se interessa pela literatura para o Pelourinho. “A ideia da Flipelô é levar esse público que gosta de literatura para ir ao Pelourinho, que é o grande cenário da obra de Jorge Amado. Com a pandemia, precisamos repensar, porque a nossa ideia sempre foi de se aglomerar no Pelourinho. Mas, percebemos que as pessoas se conectaram com a literatura nesse período. Tivemos escritores que lançaram livros virtuais nesse período, a exemplo de Luiz Felipe Pondé, Sergio Faria e Matheus Peleteiro”, conta ngela, que reforça que a feira, em 2020, acontecerá de forma virtual em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc).

Público renovado

A Flipelô tem como público dominante as mulheres mais jovens e que movimentam a economia do Pelourinho. “O público é bastante variado de acordo com o dia da semana. As mulheres são a maioria. A comunidade que mora no Pelourinho também abraça o evento anualmente e participa dos momentos das palestras e lançamentos. A Flipelô tem um reflexo no comércio do Pelourinho também. Os comerciantes relatam que chegam a vender mais durante a feira literária do que no mês de janeiro, que é Verão, e no São João. É um público diverso. Tem muita gente que frequenta a Flipelô que nunca foi ao Pelourinho e que passa a frequentar depois da feira”, diz.

Angela destaca ainda que, em função da Flipelô, percebe que o público baiano consome a literatura produzida na Bahia além dos livros produzidos nacionalmente. “Quando trazemos nomes como Conceição Evaristo, Emicida e Djamila Ribeiro, que são conhecidos nacionalmente, tem um movimento surreal, mas o autor baiano tem um público que movimenta a Flipelô de uma forma diferente”, explica a diretora da Fundação Casa de Jorge Amado.

Ela ressalta que, apesar da efervescência dos autores mais jovens, há muitos clássicos que não podem ser esquecidos e que os jovens são importantes para manter a literatura viva. “Cada um tem seu espaço e seu momento. Não é possível comparar os novos autores com Jorge Amado, por exemplo, pois cada um tem seu momento de produção e de relevância. Todos são importantes”, resume.

8 editoras baianas para você conhecer

1. Caramurê
2. Solisluna
3. Corrupio
4. Mondrongo
5. Pinaúna
6. Edufba
7. Humanidades
8. Paralelo 13S

Por Jorge Gauthier e Fernanda Slama



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