Arte Urbana em Salvador pelo artista plástico Ray Vianna

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Arte na rua! Série “Flores Urbanas”. Escultura flores Tulipas. Ray Vianna. Salvador Bahia. Imagem cedida pelo artista.

Obras de arte nas áreas públicas de Salvador e suas curiosidades.

Era começo dos anos 90 e a banda Timbalada se preparava para um grande show em Salvador. Um dia antes, um problema no figurino fez surgir o que veio a se tornar um dos símbolos dos músicos do Candeal: a pintura corporal com desenho em tribal branco. O primeiro corpo pintado foi o de Pintado do Bongô, Mestre de Carlinhos Brown, referência da percussão contemporânea brasileira. Daquele dia em diante, os corpos pintados viraram a assinatura do Timbalada.

Capa ícone do TIMBALADA de 1993. Ray Vianna em parceria com David Glat. Projeto para LP, CD e Fita K7. Imagem cedida pelo artista.

A história contada com carinho por Ray Vianna contextualiza muito o universo criativo dos seus trabalhos, que se mistura ao próprio carnaval baiano. Artista visual, designer e cenógrafo, foi dele a identidade visual da Timbalada que gerou a pintura tribal que correu o mundo – inclusive, é autor de muitas capas de disco do grupo, Trios Elétricos, Abadás, Cenários, etc. Ray já produziu para artistas e blocos de gente como Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Netinho e Margareth Menezes, Gilberto Gil entre outros e também já assinou a decoração do carnaval do Pelourinho por alguns anos, junto com o artista João Teixeira.

Ray Vianna tem trabalhos em decoração de ambientes, intervenções urbanas e nas artes plásticas. Andando por Salvador é fácil cruzar com suas instalações. Este roteiro faz um passeio pela cidade mostrando o trabalho deste artista, um dos grandes nomes da arte pública soteropolitana. Provavelmente você já passou por vários deles, mas nunca soube as histórias por traz daquela criação. Vamos nessa?!

Odoyá, de 2008, no Largo de Santana, no Rio Vermelho.

Arte na rua! Escultura Odoyá. Ray Vianna. Salvador Bahia. Imagem cedida pelo artista.

A escultura Odoyá fica na orla da praia de Santana, no Rio Vermelho, em Frente ao Largo da Dinha. Este foi o primeiro mergulho mais profundo de Ray na arte pública. Ela está perto da Casa de Iemanjá, é de aço inox e constantemente as pessoas param para fotografá-la no pôr do sol. Se tornou um ícone do bairro, virando uma data de festa com a já tradicional Lavagem de Odoyá, comemorado todos os anos com muita música.

Série “Flores Urbanas”

Arte na rua! Série “Flores Urbanas”. Escultura flores Valentinas. Ray Vianna. Salvador Bahia. Imagem cedida pelo artista.

Gigantes, mas ainda assim delicadas, você com certeza já passou por essas flores brancas feitas de fibra de vidro. No Largo da Garibaldi: tem três grupos de flores gigantes, as Tulipas (2012), as Valentinas e as Altivas (2018), estas últimas posicionadas com a obra de requalificação da Praça. Assim os conjuntos acompanham os 3 fluxos dos carros: uma vista para os carros que vem da Avenida Vasco da Gama, outra para os que vem da Avenida Garibaldi, e a outra para quem vai em direção ao Garcia ou Vale do Canela. Outro conjunto de flores gigantes está no canteiro central da Avenida Vasco na Gama, as Helicônicas (2013).

“Tudo começa com um experimento de dobrar papéis, pequenas formas geométricas que a medida que são contorcidas formam curvas e eu vejo flores, sempre em movimento como se estivesse ao vento, desabrochando, cada grupo com sua personalidade.”, explica Ray Vianna.

Caramuru Guaçu, de 2015, na Praia de Piatã.

Arte na rua! Esculturas Caramuru Guaçu. Ray Vianna. Salvador Bahia. Imagem cedida pelo artista.

A revitalização da orla nos trechos de Itapuã e Piatã possibilitou a restauração de antigas e instalação de novas obras de arte, sob a coordenação da Fundação Gregório de Mattos (FGM). Foi então que Piatã ganhou uma escultura de Ray Vianna, de 14 metros de comprimento e 7 de altura, batizada de Caramuru-Guaçu.

A obra é uma espécie de peixe pré-histórico de aço corten e concreto que causa bastante curiosidade. Caramuru-Guaçu – em Tupinambá, moreia grande – tem como inspiração este “peixe-serpente” encontrado em águas brasileiras. O resultado é uma escultura que parece estar em movimento. Tem parte de concreto que “vai se transformando” em metal vazado, que mesmo com estes dois materiais pesados, se contorce com fluidez e se integra à paisagem.

Tortura, de 2015, no Largo do Campo da Pólvora, em Nazaré.

Arte na rua! Escultura Tortura. Ray Vianna. Salvador Bahia. Imagem cedida pelo artista.

Um monumento com os dizeres “Homenagem aos baianos mortos e desaparecidos e a outros brasileiros que aqui tombaram na luta pela liberdade e contra a ditadura”. A obra do artista plástico baiano Ray Vianna, tem placa com o nome de 32 baianos que lutaram durante a ditadura e representa a continuidade da luta pela liberdade.

Saiba mais sobre o artista e suas criações neste link.

Preparamos uma lista com músicas perfeitas para esta experiência. Ouça agora!


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Duração aproximada
4 horas - 6 horas
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