Histórias dos bairros de Salvador: Amaralina

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O recanto das baianas de acarajé, da percussão e da história

Na Segunda Guerra Mundial, bairro foi sede militar dos EUA

Orla de Amaralina. Salvador Bahia. Foto Max Haack Secom .

O bairro de Amaralina nasceu como uma fazenda chamada de Alagoas, em referência a uma grande lagoa que havia no local. Passou a se chamar Fazenda do Amaral, após José Álvares do Amaral comprá-la e dar seu sobrenome. Daí, com o passar dos anos, tornou-se Amaralina.

Durante a 2º Guerra Mundial (1939-1945), o bairro passou a sediar uma base aeronáutica dos Estados Unidos. No local, atualmente, funciona o 19º Batalhão de Artilharia Antiaérea da Aeronáutica do Brasil.
Suas vias principais são a Avenida Amaralina, que termina no Largo do mesmo nome e onde encontra-se com a rua Visconde de Itaboraí. O largo de Amaralina é o mais famoso do bairro, onde ficam localizadas famosas baianas de acarajé da cidade à beira mar e com direito a um belíssimo pôr do sol. Rio Vermelho e Pituba são bairros vizinhos.

O bairro já ganhou várias homenagens de artistas em suas composições. O cantor Raul Seixas escreveu a canção “Menina de Amaralina”; Mart’nália canta a música “Nás águas de Amaralina” (de composição de Martinho da Vila e Nelson Ruffino) e Caetano Veloso cita o mar de Amaralina nas canções “Tropicália” e “Clarice”. A orla do bairro também tem dois restaurantes que vendem pratos à base de carne do sol e que merecem uma visita.

Conheça mais sobre Amaralina, o recanto das baianas de acarajé, da percussão e da história.

Praia, dendê e pôr do sol

O Largo de Amaralina, que foi recentemente reformado pela prefeitura de Salvador, é um ótimo lugar para um passeio no final da tarde. Além de provar os deliciosos acarajés das baianas do local é possível apreciar um dos mais lindos pores do sol da cidade.

A praia possui trechos com ondas fortes, principalmente na parte sul, que se inicia a partir do quartel do Exército e onde há muitos surfistas. Mas há também trechos mais tranquilos onde se formam piscinas naturais. Toda extensão da praia é contornada por um grande calçadão, ótimo para corridas e passeios de bicicleta: a ciclovia está novinha, vale conferir. Saiba outras dicas neste link.

Passeios ao ar livre sem aglomerações

Largo das Baianas

Orla de Amaralina. Salvador Bahia. Foto Max Haack Secom .

Um dos mais famosos pontos de venda de acarajé de Salvador é o largo das baianas que fica em Amaralina. Em agosto de 2020, foi concluída uma grande obra de requalificação no bairro pela Prefeitura de Salvador. O trecho possui 1 km de extensão e vai do Quartel de Amaralina até o Largo das Baianas.

As intervenções envolveram a instalação de acessos à praia em todas as paradas de ônibus, além de rampas, escadas e pérgula. Tudo atendendo a quesitos de acessibilidade universal. Também houve implantação de guarda-corpo e muretas, além de semáforos inteligentes e iluminação em LED. Houve também a instalação de um espaço de esportes na Praça João Amaral.

O Largo das Baianas, inclusive, ganhou um novo atrativo turístico: uma escultura com quatro metros de altura pesando 16 toneladas. A obra, produzida pelo artista plástico Bel Borba, é uma linda baiana de acarajé. A modelo para a escultura é a baiana de acarajé Cida de Nanã que é bisneta de Mãe Senhora (1890-1967), terceira ialorixá da história do Ilê Axé Opô Afonjá, e pentaneta de Marcelina da Silva, a Oba Tossi, uma das fundadoras da primeira casa de candomblé do Brasil, o Ilê Axé Airá Intilè (Candomblé da Barroquinha), origem da Casa Branca.

Nordeste de Amaralina

Caroline Oliveira Santos (18) e Victor Portela de Miranda (18), jovens professores no Quabales. Nordesde de Amaralina. Foto: Amanda Oliveira

Vizinho de Amaralina, o bairro do Nordeste de Amaralina tem sua importância para a música da Bahia, reconhecida internacionalmente através do Quabales. Esse é o nome do instrumento e do projeto social criado pelo multi-instrumentista, compositor e performer Marivaldo dos Santos, membro do grupo STOMP – um dos grupos percussivos mais famosos do mundo.

Projeto Quabales

Antigo morador do bairro, Marivaldo promove, através da música, grandes transformações sociais, culturais e ambientais no bairro através do instrumento percussivo.

A origem do bairro do Nordeste de Amaralina está ligada à comunidade de pescadores do vizinho Rio Vermelho, constituída no início do século XIX. No início do século XX, quando o Rio Vermelho começou a ser ocupado por famílias ricas de Salvador, os pescadores passaram a construir suas casas nos arredores – na parte alta de Amaralina, que passou a ser chamado de Nordeste de Amaralina.

Aula de percussão e ensaios para shows no Projeto Quabales Social, no Nordesde de Amaralina. Foto: Amanda Oliveira

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