Cortejo Afro

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Um bloco de carnaval que mistura ritmos africanos às batidas eletrônicas e ao pop

A “revolução musical afro-baiana” com suas roupas exuberantes e coreografias envolventes

Carnaval Salvador 2019 Cortejo Afro. Barra Salvador Bahia. Foto: Inacio Teixeira SECOM.

O Cortejo Afro tem um alto-astral, com roupas exuberantes e uma coreografia rica em movimentos ligados à cultura afro. Idealizado por seu fundador, o artista plástico e designer Alberto Pitta, que vem se destacando como um dos mais criativos designers baianos, o Cortejo Afro busca resgatar as cores, sons e ritmos de um Carnaval menos pasteurizado.

E foi no ano de 1998, dentro do Terreiro Ilê Axé Oyá, no bairro de Pirajá, sob inspiração e orientação espiritual da ialorixá Mãe Santinha, que essa história começou. E justo em uma data tão simbólica, no dia 2 de Julho, dia em que se comemora a Independência do Brasil na Bahia.

A Banda Cortejo Afro traz uma batida percussiva que se diferencia das demais, por apresentar uma mistura de ritmos africanos mesclados às batidas eletrônicas e ao pop, intitulada de “revolução musical afro-baiana”. O Grupo –­­ com seus percussionistas, mestres, cantores e performances – apresenta releituras de experiências musicais e da estética afrodescendente, transmitindo alto-astral através de suas músicas e coreografias.

Atualmente, durante o carnaval, o Cortejo Afro tem uma estrutura completa com bateria e diferentes alas, contando com a participação de aproximadamente 1.500 foliões. A bateria é composta por cerca de 200 percussionistas – uma das maiores bandas do carnaval da Bahia – com participantes que vêm até da Europa, exclusivamente para tocar com o Cortejo Afro.

Carnaval Salvador 2019 Cortejo Afro. Barra Salvador Bahia. Foto: Inacio Teixeira SECOM.

A ala de canto é formada por Marquinhos Marques, Claudya Costta, Valmir Brito, Portella “Açúcar” e acompanhada das performances de Veko Araújo. Existe também a ala da 3º idade, onde 100 senhoras felizes e elegantes mostram sua vitalidade e ainda uma ala de 50 baianas tradicionais. O Cortejo tem dois símbolos marcantes: uma pena vermelha colocada na lateral da cabeça dos componentes e os grandes sombreiros.

Segundo Pitta, “o objetivo é passar o visual dos reinados das tribos africanas, especialmente de Benin, Costa do Marfim, dentre outros países africanos”.

Engajado na luta contra o racismo e pela valorização da ancestralidade africana, o Cortejo Afro atua em sua comunidade através do Instituto Oyá, que contribui com a formação[AF1] de jovens, seja de construção de instrumentos de percussão ou de criação de estampas.

Pré-Carnaval agitadíssimo

A famosa programação de Ensaios Pré-Carnaval acontece toda segunda-feira no Centro Histórico de Salvador, durante o verão. Os ensaios ficaram conhecidos pela participação de músicos convidados, nacionais e internacionais, a exemplo de Isabella Taviani, Luiz Melodia, Araketu, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Durval Lélis, Gilberto Gil, Luis Caldas, Lazzo, Margareth Menezes, Negra Cor, Netinho, Ninha, Armandinho, Olodum, Psirico, Riachão, Roberto Mendes, Tatau, Jussara Silveria, Saulo, Caetano Veloso, Felipe Mukenga, Roberto Mendes, Emanuelle Araujo, Ilê Aiyê, Olodum, Jorge Zarath, que sobem ao palco e se apresentam junto com a percussão do Cortejo Afro.

Sobre Alberto Pitta

Alberto Pitta é considerado um dos mais criativos designers baianos, cujo estilo se funda na influência da arte e dos símbolos religiosos africanos. Pitta foi o pioneiro das estamparias baiano-africanas, contando história através dos desenhos e cores dos impressos nos tecidos.

Há mais de 30 anos desenvolvendo trabalhos de pesquisas e criações artísticas, Alberto Pitta é um dos mais importantes artistas plásticos na criação do que hoje se conhece por estampas afro-baianas, utilizando-se de símbolos, ferramentas, indumentárias e adereços dos orixás como fonte de inspiração. Ele cria modelos para os afoxés e blocos de Salvador, como é o caso da Banda Didá e, inclusive, fez as fantasias do Olodum durante 15 anos.

Recentemente, nasceu “Andar com Fé”, coleção assinada por Pitta, em colaboração com os designers da marca carioca Farm, que dá vida a suas raízes e reverencia a amizade que tem, há anos, com Gilberto Gil. O mais importante é que, ao comprar qualquer peça de ”Andar com Fé”, a cliente apoia, junto com a marca, o Instituto Oyá, a arte e a cultura baiana. Saiba mais neste link.

A Bahia está na moda

O Instituto Oyá

O Instituto Oyá fomenta a cultura para jovens do Pirajá. Fundado em 1998 dentro do terreiro Ilê Axé Oyá, em Pirajá, surgiu a partir do desejo da ialorixá Anísia da Rocha Pitta e Silva em contribuir para o desenvolvimento humano, intelectual e artístico de crianças e jovens do citado bairro que se encontravam em situação de vulnerabilidade.

O Oyá desenvolveu programas de auxílio educacional focados, principalmente, na Arte-Educação. Foram implantadas atividades como aulas de dança, percussão, violão, extensão acadêmica, canto e informática.

Cortejo Afro – Preto (incid.: Sonho meu).

Cortejo Afro – Queres não.

Cortejo Afro – ajeumbo

Serviço

Cortejo Afro
www.cortejoafro.com.br
Instagram: @cortejoafro
Praça das Artes, Rua Gregório de Mattos, s/n°, Pelourinho. Salvador – Bahia – Brasil.
Telefone: (71)3482-5352

Carnaval Salvador 2019 Cortejo Afro. Barra Salvador Bahia. Foto: Inacio Teixeira SECOM.

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Praça das Artes, Rua Gregório de Mattos, s/n°, Pelourinho Salvador - Bahia

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