Terreiro da Casa Branca
Publicado em 04.03.2026 às 13h 20 - atualizado em 17.03.2026 às 14h 01
Fundado em 1830, é o terreiro mais antigo do Brasil
Um dos mais antigos e respeitados terreiros do Brasil, o Terreiro da Casa Branca, em iorubá, Ilê Axé lyá Nassô 0ká é responsável pela origem de muitos outros terreiros, como, por exemplo, o Terreiro do Gantois e o lê Axé Opô Afonjá. Fundado por três mulheres africanas da nação nagô, o Terreiro da Casa Branca nasceu em um terreno atrás da Igreja da Barroquinha, por volta de 1830. Hoje é mantido pela Associação São Jorge do Engenho Velho.
Situado em um terreno em declive, o terreiro se organiza a partir de uma edificação principal — a Casa Branca — que domina o conjunto e centraliza o culto. Ao seu redor, distribuem-se as diversas Casas de Santo (Ilê Orixá), integradas à vegetação ritual (o mato, as plantas), onde se encontram imensas árvores sagradas, outros assentamentos e também as habitações da comunidade.
Essa espacialidade são compreendidas como parte dos ritos que ali se realizam. Assim, o simbolismo dos elementos que compõem o conjunto, aliado às características do culto, deve orientar as diretrizes para sua preservação.
Resistência, tradição e reconhecimento como patrimônio cultural
O nome llê Axé iyá Nassô Oká foi dado em homenagem a uma dessas mulheres, a iorubá iyá Nassó (Mãe Nassô), considerada a principal fundadora. A mudança para o Engenho Velho, onde a sede se encontra hoje, aconteceu quando as manifestações religiosas que divergiam da católica começaram a ser perseguidas. A Casa Branca passou por inúmeros ataques, que não só queriam fechar o templo religioso, mas também destruí-lo. Foi então que a comunidade da Casa Branca transferiu o terreiro para o Engenho Velho, um bairro mais afastado do centro.
Mesmo após as diversas transformações e perdas ao longo do tempo, o terreiro mantém sua essência, preservada pelo forte vínculo da comunidade com suas tradições.
Em 1984, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) decidiu pelo tombamento, que foi homologado em 1986, tornando a Casa Branca o primeiro templo não católico a ser tombado como Patrimônio Histórico do Brasil. No entanto, dois anos antes, em 1982, o terreiro foi reconhecido como Patrimônio Cultural da Cidade pela Prefeitura Municipal de Salvador, que também transformou o espaço em Área de Preservação Cultural e Paisagística Municipal.
Serviço:
Terreiro da Casa Branca
Instagram: @terreirocasabranca
Av. Vasco da Gama, nº463 -Engenho Velho da Federação, Salvador – BA, 40221-025
As festas e celebrações religiosas abertas ao público, assim como os eventos culturais, são divulgados nas redes sociais do terreiro.
Fonte:
Portal Salvador Capital Afro neste link.
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) neste link.
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