Regata internacional Mini Transat. Bahia. Foto Jefferson Peixoto Secom PMS.
Regata internacional Mini Transat. Bahia. Foto Jefferson Peixoto Secom PMS.

Regata Mini Transat 2027 - Salvador no Rumo da Aventura

Publicado em 28.04.2026 às 17h 14 - atualizado em 29.04.2026 às 19h 31

Esportes

Regata Internacional é lançada em Salvador com impacto previsto de R$ 20 milhões na economia local

Prepare-se para uma experiência inesquecível! Salvador, se prepara para receber um dos eventos náuticos mais emocionantes do mundo: a Regata Internacional Mini Transat 2027. Imagine a Baía de Todos-os-Santos, um dos maiores e mais belos santuários náuticos do planeta, servindo de palco para a chegada de cerca de 90 velejadores, que cruzam o Atlântico em uma travessia épica da França até a Bahia.

Este não é apenas um evento esportivo, é uma celebração que promete injetar uma energia vibrante na cidade, com um impacto econômico estimado em cerca de R$ 20 milhões. A expectativa é que mais de 400 pessoas, entre atletas, equipes e entusiastas, permaneçam na cidade, transformando-a em um caldeirão de culturas e histórias. Isso significa mais vida nos hotéis, restaurantes e em todo o comércio local, beneficiando a todos e impulsionando a economia do mar, um setor que Salvador tem explorado com grande potencial.

Entenda a regata: uma das competições mais tradicionais da vela oceânica

Após mais de uma década, a Mini Transat retorna a Salvador em outubro de 2027, um reconhecimento da sua vocação náutica e da beleza de seu percurso. A cidade foi escolhida por suas características únicas e pela experiência positiva de edições anteriores, que ocorreram entre 2000 e 2010. A regata conecta a Europa à América do Sul, em uma travessia que parte de La Rochelle, na França, com escala nas Ilhas Canárias, até chegar a Salvador.

Para receber os velejadores e visitantes, a cidade está investindo em melhorias significativas na infraestrutura náutica. O Terminal Náutico passará por uma reforma para acolher os barcos, e há planos para consolidar novas marinas, além de reformar píeres e atracadouros. Essas iniciativas não apenas garantem o sucesso da regata, mas também fortalecem Salvador como um polo náutico de excelência, gerando mais oportunidades e desenvolvimento social para a população.

Saiba mais

O lançamento da Regata Internacional Mini Transat 2027 foi realizado dia 28 de abril, no auditório do Yacht Clube da Bahia, em Salvador. O evento, que marca o início das ações preparatórias para a chegada da competição à capital baiana, reuniu autoridades municipais e representantes da organização francesa da prova.

De acordo com a Secretaria Municipal do Mar (Semar), o impacto econômico pode chegar a cerca de R$ 20 milhões, com reflexos em setores como hotelaria, gastronomia e serviços. A realização do evento também integra a estratégia de fortalecimento da chamada economia do mar na capital baiana.

Durante o lançamento, a titular da Semar, Maria Eduarda Lomanto, ressaltou o retorno da competição à cidade após mais de uma década e o potencial de impacto econômico e estrutural da regata. “Nós estamos orgulhosos por termos sido escolhidos como a cidade que vai recepcionar a Regata Internacional Mini Transat. A última vez que a regata esteve em Salvador foi em 2011. Participamos no ano passado desse processo seletivo e recebemos o comunicado de que fomos escolhidos, o que nos deixa muito felizes”, disse.

A realização da Mini Transat em Salvador recoloca a cidade no circuito internacional da vela oceânica e amplia a visibilidade da capital baiana no cenário esportivo e turístico. A expectativa é de que o evento funcione como base para novas iniciativas ligadas ao setor náutico nos próximos anos.

“É um grande ganho para Salvador. Em experiências anteriores, em média, geramos mais de 4 milhões de dólares em movimentação econômica. Ou seja, a economia é impactada diretamente. E como consequência desse movimento, há também desenvolvimento social, como o nosso prefeito Bruno Reis costuma destacar”, acrescentou a secretária.

Maria Eduarda também apontou os desafios e investimentos previstos para a estrutura náutica da cidade: “A economia do mar já é um pilar da matriz econômica de Salvador, representando hoje 2,8% do PIB municipal. Nosso grande desafio na Semar é ampliar esse percentual, gerando mais negócios, empregos e renda”.

De acordo com a secretária, a pasta trabalha para consolidar duas novas marinas, além de reformar píeres e atracadouros. “Especificamente para a regata, o Terminal Náutico passará por uma reforma para receber esses 90 barcos. Assim, a cidade ganha, a população ganha, e Salvador volta a se destacar no cenário internacional”, completou.

O presidente da organização da regata, Antoine Grau, afirmou que Salvador foi escolhida devido a experiências anteriores e características do percurso. “A escolha por Salvador se deve, sobretudo, ao fato do evento já ter sido realizado aqui entre 2000 e 2010. Na época, eu fazia parte da organização e sempre considerei esse roteiro fantástico, tanto pelo percurso quanto pelos pontos de parada até a chegada à cidade”, apontou o dirigente.

Grau também citou aspectos técnicos e simbólicos da regata: “A travessia inclui a passagem pela linha do Equador, que é um marco importante para os velejadores. Além disso, Salvador tem um peso e uma relevância internacional que cresceram nos últimos anos. Por tudo isso, fez total sentido escolher novamente a cidade como destino da regata”.

Em seu discurso durante o lançamento, a vice-prefeita Ana Paula Matos ressaltou o potencial da cidade no desenvolvimento da economia do mar e os desafios sociais ainda presentes. “Salvador é formada por pessoas talentosas e cheias de potencial, mas ainda enfrenta desafios relacionados à desigualdade social, que buscamos superar com a ampliação do acesso às políticas públicas. A economia do mar vem ganhando cada vez mais relevância no mundo, e Salvador tem todas as condições de avançar nesse campo. Temos a Baía de Todos-os-Santos, que é extraordinária, com excelente navegabilidade, além de um trade náutico apaixonado, que investe tempo e recursos para desenvolver esse setor”, afirmou a vice-prefeita.

O secretário municipal de Cultura e Turismo, Alexandre Reis, também mencionou os benefícios diretos da regata para o turismo e a economia local. “Estamos falando de uma injeção de aproximadamente R$ 20 milhões na economia local, o que demonstra, de forma muito concreta, a capacidade que o setor tem de movimentar a cidade. Esse fluxo impacta diretamente a geração de emprego e renda, beneficiando desde a rede hoteleira até pequenos empreendedores e trabalhadores informais”, disse o secretário.

Fotos: Valter Pontes / Secom PMS
Texto baseado na reportagem de Mateus Soares / Secom PMS

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