Kitesurf em Salvador

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Kitesurf Salvador bahia Colorido na praia da Terceira Ponte. Arquivo Pessoal Marlos Viana.

Dicas e melhores praias para praticar o esporte na cidade

Kitesurf em Salvador. Maurício Sales de Jesus, conhecido como Pequeno. Foto Luis Castro. @praiadaonda.

Para praticar o kitesurf, antes de mais nada, é preciso tempo bom e ventos fortes. Não existe idade nem peso que te impossibilite de praticar. Crianças a partir de 9 anos já têm habilidade para começar no esporte. E, por incrível que pareça, é um esporte que precisa muito mais de técnica do que força. Na teoria, é um exercício de contrapeso: a pipa (kite) te coloca para frente e você joga seu corpo para trás, formando uma tração na água que te impulsiona para deslizar.

Neste roteiro, o Visit Salvador da Bahia reuniu dicas sobre a prática do Kitesurf em Salvador. Quais as melhores praias, explicações sobre o esporte e curiosidades que podem te fazer querer descobrir um novo esporte aquático.

As melhores praias

Os melhores lugares para se velejar são a Rua K, em Itapuã, que tem o mar liso, sem ondas; a “Terceira Ponte”, na Praia de Jaguaribe, que é ótimo também; e em Aleluia, em Lauro de Freitas, onde se veleja nas ondas.

Na Terceira Ponte, é onde se concentra o maior número de kitesurfistas no verão. Lá tem a galera que veleja com a prancha bidirecional – uma em formato mais quadrado – na modalidade freestyle. As pessoas dão saltos e fazem piruetas no ar.

Já no inverno, predomina mais um vento sul e sudeste. É mais um vento maral. Aí, o melhor lugar é próximo ao Casquinha de Siri (Piatã), por ser uma ponta, uma pequena península, ficando mais protegida. Então, quando o mar está mais forte e/ou o vento for maral, este é o melhor lugar para se ir. Lá está sempre mais tranquilo. As condições são melhores também para a galerinha que está aprendendo.

Condição do vento

De setembro até fevereiro predomina o vento nordeste. A melhor condição é de ventos acima de 25km por hora. Alguns praticantes saem de Aleluia ou do Buraquinho (Lauro de Freitas) e vêm descendo com o vento até a Terceira Ponte, em Salvador, o que é muito legal. Segundo o kitesurfista Gustavo Costa, 44 anos, mais conhecido por Kombi, há passeios em que é possível terem até 150 kitesurfistas no mar.

A melhor forma de se velejar é com o vento no mínimo a 13 nós (é a força dos ventos acima de 25km por hora) e para os iniciantes, a pipa pode ser a pequena, de 2 a 3 metros, explica o kitesurfista Beto Oliveira.

A sensação da atualidade é uma outra modalidade de kitesurf com uma “prancha voadora” – o foil – uma prancha alta, que parece não tocar na água. Nessa modalidade, a prancha fica até um metro de distância da água e a quilha, como se fosse uma asa (o hidro foil) vai por baixo da água. Segundo Gustavo Costa, a sensação é de estar flutuando, não tem atrito e não tem barulho. Isso possibilita velejar em ventos fracos que, com certeza, em outras pranchas, você jamais velejaria. O vento pode estar com 7 ou 8 nós e o kite pode ser menor (que o vento puxa menos).

A melhor forma de aprender

A melhor maneira de aprender é fazendo um curso básico, em torno de 4 aulas, com duas horas de duração cada. Além de um excelente exercício físico, ainda relaxa e diverte. Outros instrutores fecham 10 horas práticas. É importante dizer que não é um esporte que você já chega se jogando na água. Parte das instruções começam ainda na areia. Pesquise as condições do vento e aí é só checar o melhor local naquele dia e ir para sua aula.

Conheça a história de alguns praticantes aqui de Salvador

Salvador tem especialmente boas histórias em se tratando do mar. Maurício Sales de Jesus, conhecido como “Pequeno”, era lavador de carros na Rua K, em Itapuã, vendia queijo e picolé na praia, tomava conta de barco, carregava peixe, até que o esporte mudou sua vida. Pequeno começou ali mesmo na Rua K quando, em um dia de inverno no ano 2000, conheceu Polo (já falecido) e Patrick Gonçalves – que correu na prova de 2010 do GP Bahia – um dos primeiros velejadores de Salvador. Foram eles que emprestaram o kite para Maurício. Os anos passaram e, em 2004, ele já estava competindo. Dedicou-se bastante até que, em 2007, ficou em 9° lugar no ranking nacional. Foi aí que decidiu dar aula. É na Terceira Ponte que Pequeno tem a base da sua escola de kitesurf. Telefone: 71 98174-1890 Instagram: @pequeno_do_kite 

Beto Oliveira é kitesurfista há 12 anos e há 10 começou a dar aulas de kitesurf. No começo, tinha loja física, próxima ao Lôro da Praia do Flamengo, mas hoje o contato é feito por telefone (71) 99989-3485. Segundo ele, os pretendentes ao esporte têm que entender “que é a natureza que marca o horário e o local”. Beto explica que como o esporte depende do vento, é necessário estar ligado nas previsões e só assim marcar para encontrar o aluno, às vezes na 3° Ponte, e outras na praia do Aero Club.

Outro praticante é o soteropolitano Bruno Pitanga (@bppitanga), atleta de vários esportes aquáticos como surf, SUP e kite. Pratica surf há quase 36 anos e kite há mais ou menos uns 10 anos. Foi introduzido ao kite pelo campeão brasileiro Roberto Vieira, que sempre falou a respeito do kitewave: “Comecei a treinar e não parei mais, acabei até deixando um pouco o surf de lado, que é meu esporte raiz”, diz Bruno. Hoje, no Sri Lanka, Bruno diz que os melhores lugares para praticar kite são no Peru, em Lobitos e Pacasmayo, onde tem ondas superextensas e o vento nas condições certas. No Brasil, a melhor é a praia de Ibiraquera, em Santa Catarina, que tem ondas e ventos muito fortes. Em Salvador, os melhores lugares são a Terceira Ponte, Praia de Jaguaribe e Busca Vida, que é um lugar onde não tem muita gente.

Gustavo Costa (@gustavokombi) tem uma relação forte com o mar. É Pioneiro do SUP na Bahia e praticante deste esporte nas mais diversas categorias. Já foi 4 vezes remando para Morro de São Paulo. Ele também pratica o fish paddle (ou Paddle Boards fish) – a pesca de arrasto em cima da prancha de SUP. Em 2012, Gustavo pegou o maior peixe do Brasil nesta modalidade: uma caranha de 25 quilos, no litoral norte, em Guarajuba, Bahia. Já o kitesurf é uma paixão antiga. A modalidade pela qual ele é apaixonado é o kitewave.

Pequenas grandes explicações:

Materiais necessários – Uma prancha, um cinturão (chamado de trapézio) e uma pipa (o kite).

Local conhecido – A “Terceira Ponte” fica na praia de Jaguaribe, depois do circo, logo depois do posto de gasolina. Essa praia é bem extensa, vai até Piatã. Mas, falando esse nome, quem entende de esportes aquáticos vai entender onde fica.

Vento Nordeste – Vento forte acima de 25 km por hora.

Vento Maral (ON-SHORE) – O vento sopra em direção à praia em um ângulo de 90 graus; você vai ser soprado para a praia imediatamente se você derrubar o seu kite. Ou seja, o nível de habilidade é mais para intermediários e experientes. Você deve ser capaz de velejar contra o vento, para manter-se longe da praia.

Downwind – É uma forma de navegar, velejar ou mesmo remar a favor do vento, ou seja, você segue na mesma direção que ele aponta.

Kitewave (Kite com onda) – É possível surfar muitas ondas na sessão comparando com o surfe na remada. O vento side shore (o que sopra de lado na praia) é o melhor. Quando você precisa de potência, é só manobrar a pipa que a velocidade é adquirida e as manobras ganham pressão, força e radicalidade.

Local conhecido – A “Terceira Ponte” fica na praia de Jaguaribe, depois do circo, logo depois do posto de gasolina. Essa praia é bem extensa, vai até Piatã. Mas falando esse nome, quem entende de esportes aquáticos vai entender onde fica.

Preparamos uma lista com músicas perfeitas para esta experiência. Ouça agora!


Kitesurf Gustavo Costa (Kombi) Salvador Bahia Foto: Marta Sorensen cedida por Gustavo Costa.

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Duração aproximada
1 horas - 2 horas
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