Mostra Pitanga celebra legado de Antônio Pitanga - programação completa
Publicado em 20.07.2026 às 16h 53 - atualizado em 20.07.2026 às 16h 53
Entre os dias 31 de julho a 09 de agosto, Salvador recebe a Mostra Pitanga, maior retrospectiva cinematográfica dedicada à trajetória do ator e diretor Antônio Pitanga, um dos nomes mais emblemáticos do Cinema Novo e do protagonismo negro no audiovisual brasileiro.
Com curadoria de Camila Pitanga e Thiago Ortman, a mostra reúne 29 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, além de sessões comentadas, debates e cursos. A programação é gratuita e será exibida no Cine Glauber Rocha (Centro) e no Cine Lankiana (Cajazeiras).
Entre os destaques da retrospectiva estão os longas Barravento (1961) e A Idade da Terra (1980), de Glauber Rocha; Ganga Zumba (1963) e A Grande Cidade (1966), de Cacá Diegues, além de O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte, primeiro filme brasileiro a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e único da história a conquistar o prêmio máximo do Festival de Cannes – hoje denominado Palma de Ouro.
Confira a programação:
PROGRAMAÇÃO CINE GLAUBER ROCHA
31/7 – Sexta
18h30 — Curtas especiais: Sessão de curtas: Premonição (Pedro Abib, 2011) —13 min; O velho rei (Ceci Alves, 2013) — 10 min; Olhos de Cachoeira (Adler Paz, 2020) — 20 min.
1/8 – Sábado
13h40 — Bahia de Todos os Santos (José Trigueirinho Neto, 1960) — 12 anos / 100 min.
15h40 — Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga, 2016) — livre / 113 min.
18h — Mesa 1: “Pitanga e seu legado”, com Antonio Pitanga, Lia Robatto, Glenda Nicácio e Aldri Anunciação (mediação) – 14 anos / 90 min. / COM LIBRAS
2/8 – Domingo
10h30 — Sessão com acessibilidade: Malês (Antonio Pitanga, 2024) — 16 anos / 113 min.
14h — A grande feira (Roberto Pires, 1961) — 14 anos / 93 min.
16h — Barravento (Glauber Rocha, 1961) — 12 anos / 78 min.
18h — Mesa 2: “A escrita com o corpo: Antonio Pitanga e o cinema brasileiro”, com Thamires Vieira, Marcos Alexandre e Victor Uchôa (mediação) — 14 anos / 90 min.
4/8 – Terça
15h — Tocaia no asfalto (Roberto Pires, 1962) — 18 anos / 101 min.
17h10 — Esse mundo é meu (Sérgio Ricardo, 1964) — 12 anos / 79 min.
19h — A grande cidade (Cacá Diegues, 1966) — 12 anos / 83 min.
5/8 – Quarta
14h — Curso (dia 1): “Cinemas negros: histórias, escritas e percursos”, com Izabel Melo — 14 anos / 90 min.
16h20 — Uma nega chamada Tereza (Fernando Coni Campos, 1973) — 14 anos / 80 min.
18h — A mulher de todos (Rogério Sganzerla, 1969) — 14 anos / 93 min.
20h — Menino de engenho (Walter Lima Jr., 1965) — 12 anos / 110 min.
6/8 – Quinta
14h — Curso (dia 2): “Cinemas negros: histórias, escritas e percursos”, com Izabel Melo — 14 anos / 90 min.
16h — Câncer (Glauber Rocha, 1972) — 12 anos / 86 min.
18h — A idade da Terra (Glauber Rocha, 1980) — 14 anos / 148 min.
7/8 – Sexta
14h — Curso (dia 3): “Cinemas negros: histórias, escritas e percursos”, com Izabel Melo — 14 anos / 90 min.
16h30 — Bom dia, eternidade (Rogério de Moura, 2010) — 12 anos / 87 min.
18h30 — Um dia com Jerusa (Viviane Ferreira, 2020) — 12 anos / 74 min.
20h10 — O pagador de promessas (Anselmo Duarte, 1962) — livre / 91 min.
8/8 – Sábado
13h — Casa de antiguidades (João Paulo Miranda Maria, 2020) — 14 anos / 87 min.
15h — Jardim de guerra (Neville D’Almeida, 1968) — 12 anos / 91 min.
17h — Compasso de espera (Antunes Filho, 1973) | Sessão comentada com Lorenna Rocha — 14 anos / 94 min. + 60 min.
20h — Colagem (David Neves, 1968) + Na boca do mundo (Antonio Pitanga, 1978) — 14 anos / 112 min.
9/8 – Domingo
13h — Programa de curtas 2: Tudo que é apertado rasga (Fabio Rodrigues Filho, 2019) — 14 anos / 27 min.; Premonição (Pedro Abib, 2011) — 12 anos / 13 min.; O velho rei (Ceci Alves, 2013) — livre / 10 min.; Olhos de Cachoeira (Adler Kibe Paz, 2020) — 18 anos / 20 min. — total: 80 min.
14h40 — Ganga Zumba (Cacá Diegues, 1963) — 12 anos / 102 min.
16h50 — Ladrões de cinema (Fernando Coni Campos, 1977) — 12 anos / 127 min.
19h20 — Malês (Antonio Pitanga, 2024) — 16 anos / 114 min
PROGRAMAÇÃO CINE LANKIANA
1/8 — Sábado
16h — Água de Meninos — A feira do Cinema Novo (Fabíola Aquino, 2012) — livre / 52 min.
17h15 — A grande feira (Roberto Pires, 1961) — 14 anos / 93 min.
19h — Barravento (Glauber Rocha, 1961) — 12 anos / 78 min.
2/8 — Domingo
14h — Malês (Antonio Pitanga, 2024) — 16 anos / 114 min. + Conversa com Antonio Pitanga / 60 min.
17h30 — Um dia com Jerusa (Viviane Ferreira, 2020) — 12 anos / 74 min.
7/8 — Sexta
9h às 12h – Sessão Escola: exibição de Malês (Antonio Pitanga, 2024) para estudantes + bate-papo com professores.
8/8 — Sábado
16h — Fernando Coni Campos: Cada um Vive como Sonha (Luis Abramo e Pedro Rossi, 2025) — 12 anos / 89 min.
18h — Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga, 2016) — livre / 113 min.
9/8 — Domingo
15h — Compasso de espera (Antunes Filho, 1973) — 14 anos / 94 min.
17h — Na boca do mundo (Antonio Pitanga, 1978) — 14 anos / 100 min.
Programação paralela
CINE GLAUBER ROCHA
1/8 – Sábado
18h às 19h30 – Mesa 1: “Pitanga e seu legado”.
Resumo: Bate-papo com Antonio Pitanga, Lia Robatto, Glenda Nicácio e Aldri Anunciação (mediação).
A mesa irá abordar as histórias e o contexto de Salvador nas décadas de 1950 e 1960, momento em que Pitanga surgiu no cinema, além de refletir sobre a importância da obra do ator para a cultura brasileira.
2/8 – Domingo
10h30 às 12h30 – Sessão com acessibilidade: Malês (Antonio Pitanga, 2024) — 16 anos | 113 min.
Resumo: Exibição do filme Malês (Antônio Pitanga, 2024) com recursos de audiodescrição, legenda descritiva e Libras, com apoio da AD)))arte Acessibilidade.
18h às 19h30 – Mesa 2: “A escrita com o corpo: Antonio Pitanga e o cinema brasileiro”.
Resumo: Bate-papo com Marcos Alexandre, Thamires Vieira e Victor Uchôa (mediação). A proposta desta mesa será discutir o corpo como gesto político, a fala e o ato de filmar, movimentos que envolvem diretamente o trabalho de Pitanga, avançando sobre os aspectos de seu trabalho no âmbito da questão negra e suas lutas no campo artístico e social ao longo de tantas décadas.
5, 6 e 7/8 (quarta a sexta)
14h às 15h30 – Curso “Cinemas negros: histórias, escritas e percursos”, com Izabel Melo. Resumo: A escrita da história do cinema se estrutura por marcos referenciais que organizam o nosso olhar e compreensão, mobilizando categorias e perspectivas que agenciam regimes de visibilidade e/ou ocultamentos, atingindo pessoas, procedimentos e obras, por exemplo.
8/8 – Sábado
17h às 19h30 – Sessão comentada: Compasso de espera, de Antunes Filho, e Colagem, de David Neves. Após o filme haverá uma conversa com a pesquisadora e crítica de cinema Lorenna Rocha.
CINE LANKIANA
2/8 — Domingo
Sessão comentada com Antonio Pitanga:
14h às 17h — Exibição do filme Malês (Antonio Pitanga, 2024) + Conversa com Antonio Pitanga sobre a realização da obra e sua trajetória profissional.
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