Sala Imersiva, do Centro de Interpretação da Mata Atlântica (Cima), no bairro do Bonfim. Salvador Bahia. Foto Igor Santos. Secom PMS.
Sala Imersiva, do Centro de Interpretação da Mata Atlântica (Cima), no bairro do Bonfim. Salvador Bahia. Foto Igor Santos. Secom PMS.

Centro de Interpretação da Mata Atlântica completa um ano e se firma como referência de lazer e educação ambiental em Salvador

Publicado em 15.01.2026 às 15h 45 - atualizado em 16.01.2026 às 19h 02

História e cultura

Lazer, educação ambiental e diversão para todas as idades

Centro de Interpretação da Mata Atlântica (CIMA). Salvador, Bahia. Foto Igor Santos Secom PMS.

O Centro de Interpretação da Mata Atlântica (Cima), situado no Bonfim, acaba de completar um ano nesta quinta-feira (15) – coincidentemente, no mesmo dia da Lavagem do Bonfim, que ocorre no mesmo bairro. O parque, dedicado a preservar e a espalhar conhecimento sobre o bioma que marca a identidade de Salvador, não para de crescer. Em dezembro, foram inaugurados dois novos espaços, consolidando o equipamento como uma das principais opções de lazer para a família na capital baiana.

O Cima se consolidou rapidamente como um dos principais destinos de lazer familiar na cidade, oferecendo uma experiência única de imersão no bioma que forma a identidade de Salvador. O espaço conta com programação para adultos e crianças, funcionando de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 10h às 13h.

Centro de Interpretação da Mata Atlântica. Bonfim, Cidade Baixa. Salvador, Bahia. Foto acervo Visit Salvador da Bahia.

Em uma vasta área verde de 13,8 mil m², o Cima é um laboratório vivo e um convite à reconexão. O projeto arquitetônico é um exemplo de sustentabilidade, incorporando soluções como energia fotovoltaica, tetos verdes e iluminação natural, reafirmando o compromisso da cidade com a preservação ambiental. É o lugar ideal para passar o dia, com espaços como viveiros de mudas, um café e um mirante com vistas privilegiadas.

A magia da Sala Imersiva

O grande destaque do Cima é a Sala Imersiva, uma atração de tirar o fôlego que transporta o visitante para o coração da floresta tropical úmida. Através de projeções audiovisuais de alta tecnologia, você se vê cercado pela fauna e flora da Mata Atlântica.

Prepare-se para ver formigas gigantes passeando pelo chão, árvores crescendo nas paredes e imagens que contam a história do bioma, desde o período colonial até os dias atuais, incluindo a rica cultura dos povos indígenas. É um recurso lúdico e poderoso que encanta todas as idades e reforça a mensagem vital da preservação.

Mundo Encantado: aventura e aprendizado para os pequenos

Centro de Interpretação da Mata Atlântica (CIMA). Salvador, Bahia. Foto Igor Santos Secom PMS.

Para as famílias, o Mundo Encantado da Criança é um paraíso à parte. Este espaço foi criado para aproximar os pequenos da natureza de forma divertida e educativa, funcionando como um verdadeiro laboratório de experiências. Entre as atrações, destacam-se:

Casa do Brincar: Dedicada à experimentação livre e sensorial.

Bebeteca: Um espaço de leitura e afeto, inspirado na experiência da Bebeteca Antirracista.

Exposição de Brinquedos: Uma mostra permanente com peças tradicionais da artista Lydia Hortélio, como pipas, piões e bonecas de pano, que convida a um mergulho no imaginário da infância. O local ainda conta com um painel onde as crianças podem desenhar com giz, expressando sua criatividade.

Além disso, o Cima abriga a Biblioteca Verde, um acervo especializado em Mata Atlântica, perfeito para pesquisas e para quem deseja aprofundar o conhecimento sobre o tema.

Importante: Instalado dentro do Cima, o Mundo Encantado da Criança funciona de quarta a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos, das 9h às 14h.

O espaço ainda abriga uma estátua de Charles Darwin, naturalista britânico que formulou a Teoria da Evolução das Espécies. A primeira vez que Darwin conheceu uma floresta tropical foi em Salvador, em 1832, aos 22 anos.

Aproveite sua viagem a Salvador para vivenciar essa imersão na natureza e descobrir a beleza e a importância da Mata Atlântica.

Saiba mais

O CIMA é administrado pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal (Secis), em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura e Turismo (Secult)

De acordo com o titular da Secis, Ivan Euler, o Centro de Interpretação da Mata Atlântica representa um marco para a capital baiana. “O equipamento aproxima a população do bioma que forma a nossa identidade e reafirma o compromisso da cidade com a preservação da Mata Atlântica. Criamos um espaço vivo, aberto e integrado ao cotidiano das pessoas, onde conhecimento, lazer e natureza caminham juntos”, afirma o secretário.

A vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos, reforça a importância do espaço para a educação ambiental, com destaque para o Mundo Encantado da Criança. “Este espaço se tornou um verdadeiro laboratório vivo da nossa Mata Atlântica e, ao mesmo tempo, um lugar de conhecimento, novas experiências e acolhimento, onde as crianças podem aprender brincando, explorar a natureza e se reconhecer como parte dela. O Mundo Encantado da Criança nasceu exatamente para isso: aproximar nossos pequenos da magia, da criatividade e do cuidado com o meio ambiente”, aponta.

O diretor do Sistema de Áreas de Valor Ambiental e Cultural (Savam), João Resch, destaca que a proposta do Cima é também incentivar a vivência direta com a natureza e fortalecer a conexão dos visitantes com a Mata Atlântica. “O espaço em si contempla uma grande área verde. Também realizamos o plantio de diversas espécies, como ipês amarelo, roxo e rosa, sibipiruna, pau-brasil e jacarandá, que ainda estão em idade juvenil, mas que, ao atingirem a fase adulta, terão grande simbolismo para que os visitantes possam observá-las in loco”, complementa.

“O recurso lúdico reforça a mensagem de que é preciso se preocupar com a preservação, porque se trata de um bioma muito explorado e ameaçado. Ele está presente em vários estados do Brasil, principalmente os litorâneos, e essa linguagem ilustrativa ajuda a fixar ainda mais o alerta e a conscientização sobre sua proteção”, explica Resch.

Texto com base na reportagem de Priscila Machado / Secom PMS.