Malê Debalê Salvador Bahia. Foto divulgação.
Malê Debalê Salvador Bahia. Foto divulgação.

Carnaval de Salvador: guia dos pontos de encontro e circuitos da folia

Publicado em 09.02.2026 às 18h 44 - atualizado em 23.02.2026 às 20h 10

Carnaval

Locais emblemáticos do Carnaval de Salvador: tudo o que você precisa saber sobre os pontos de encontro e circuitos da cidade

A contagem regressiva para o Carnaval já começou e, para você se programar e aproveitar ao máximo a festa, reunimos tudo o que precisa saber sobre os principais circuitos da cidade.

E quem pensa que a folia se resume aos circuitos Dodô, na Barra, e Osmar, no Campo Grande, está enganado. A capital baiana conta com oito circuitos oficiais, espalhados por diferentes regiões e com propostas variadas. A seguir, você confere um pouco sobre cada um deles, além de dicas de pontos de encontro e sugestões para quem ama essa festa.

O Carnaval de Salvador se divide em 3 circuitos principais e vários alternativos:

Barra – Ondina (Dodô)

Por lá: passam trios elétricos; é o circuito dos camarotes; blocos com corda; blocos pipoca

Pontos icônicos: Farol da Barra; subida do Cristo; percurso dos camarotes; chegada em Ondina

Pontos de encontro incluem:
Farol da Barra;
Edifício Oceania;
Beco das Cores (Rua Dias D’Ávila);
Morro do Gato;
Praça das Gordinhas (Monumento Meninas do Brasil).

Sobre:

Também é conhecido como Barra/Ondina. Ele vai do Farol da Barra até o monumento As Meninas do Brasil, popularmente conhecido como As Gordinhas de Ondina. É o percurso mais conhecido do Carnaval, onde os trios percorrem 4,5 quilômetros em cerca de 5 horas. Além da folia, a galera ainda pode aproveitar a linda vista para a Baía de Todos os Santos. Neste percurso, passam os maiores blocos e pipocas, e acontecem os famosos “arrastões” na quarta-feira de cinzas.

Campo Grande (Osmar)

Por lá: O circuito da tradição. Blocos de samba; principais desfiles dos Blocos Afro; principais desfiles dos Blocos infantis; trios elétricos; blocos com corda; grande quantidade de blocos pipoca. Não tem grandes camarotes, mas os “camarotes” de família e de amigos estão por toda a avenida.

Pontos icônicos: Praça do Campo Grande (corredor das transmissões ao vivo); Passarela Nelson Maleiro, em frente ao Teatro Castro Alves e a Avenida Sete; Praça Castro Alves (a Prefs voltou com o encontro de trios).

Pontos de encontro incluem:
Lateral da Praça, antes dos blocos saírem: encontro das Avenidas Lafayete Coutinho com Sete de Setembro e o Largo do Campo Grande;
Casa d’Itália, localizada na Avenida Sete de Setembro;
Forte de São Pedro (na parte de cima, próximo aos banheiros)
Beco da Ribeira ( R. Horácio César)
Relógio de São Pedro
Beco Maria da Paz (encontro de Muquiranas, principalmente na subida do trio pela Rua Carlos Gomes)
Esquina do Edifício Sulacap
No Poeta – Praça Castro Alves

Sobre:

Chamado também de circuito Campo Grande, é o mais tradicional do Carnaval de Salvador. Possui aproximadamente 4 quilômetros e o percurso costuma durar cerca de 5 horas. Os trios saem da Praça Campo Grande e vão até o começo da Avenida Carlos Gomes. Nesse circuito, os foliões têm vista privilegiada para os casarões antigos da capital baiana.

Pelourinho (Batatinha)

Por lá: para cultura e samba. Blocos culturais; palco com grandes shows, no Largo do Pelourinho; Palco Multicultural, na Praça Tomé de Souza; Palco na Praça Castro Alves.

Pontos icônicos: Praça Castro Alves (onde, em alguns carnavais, contecem o clássico Encontro de Trios); Praça Tomé de Souza; Cruz Caída; Largo do Pelourinho.

Pontos de encontro incluem:
Praça Tomé de Souza (grande shows da Prefs; Desfile de Fantasias.
Bar O Cravinho
Rua das Laranjeiras (pra ver a saída do Olodum)
Sede dos Filhos de Gandhy (pra ir encontrar para ir ver o Padê de EXU, no Largo do Pelourinho)
Bar do Neuzão (pra decidir se fica pelo Pelô ou se segue pro Santo Antônio Além do Carmo) – esquina da Rua Pe Agostinho Gomes

Sobre:

Acontece no Pelourinho e nas Praças da Sé e Castro Alves. Nesse circuito, não há passagem de trio elétrico. As pessoas se divertem ao som de fanfarras, bloquinhos e marchinhas. Como não há tanta agitação como no Dodô e Osmar, esse circuito costuma ser muito procurado pelas famílias. Assim, é muito comum ver diversas crianças caindo na folia.

Santo Antônio Além do Carmo (Circuito Alternativo)

Por lá: para cultura/samba. Blocos sem grandes trios; Fanfarras; Blocos culturais; Bloco DHJA8; Bloco Rodante; Urso da Meia Noite; Bloco 15 Mistérios, entre outros…

Pontos icônicos: Largo do Sto Antônio; Cruz do Pascoal, ou Oratório Público da Cruz do Pascoal; Igreja do Boqueirão.

Pontos de encontro incluem:
Paróquia de Santo Antônio Além do Carmo (no Largo)
Lanchonete Travessas (Tv. dos Perdões, 65)
Cruz do Pascoal
Igreja do Boqueirão
Bar do Oliveiras
Travessa José Bahia (corta caminho clássico durante o Bloco DHJa8, que liga as ruas Direita de Sto Antônio e dos Adôbes).
Bier Bar (Rua dos Adôbes)

Outros circuitos:

Curuzu (Circuito Mãe Hilda Jitolu)

Por lá: acontece a tradicional saída do Bloco Ilê Aiyê.

Localizado na rua Direta do Curuzu, tem cerca de um quilômetro. É o circuito que há mais de 50 anos, é percorrido pelo Ilê Aiyê, o mais antigo bloco afro do Brasil, mas só foi oficializado em 2021. Homenageia Mãe Hilda Jitolu, ialorixá do Acé Jitolu, terreiro de candomblé de tradição jêje savalu. Mãe Hilda foi a guia espiritural do Ilê, considerada uma das mais importantes lideranças religiosas do país, que morreu em 2009 aos 86 anos.

Ondina – Barra (Orlando Tapajós)

Por lá: acontecem o Furdunço e o Fuzuê

Foi criado em 2015 como uma homenagem ao construtor de trios e criador do Caetanave. O circuito é o inverso do Dodô, ou seja, ele vai do Clube Espanhol ao Farol da Barra. É muito conhecido por ser o percurso em que acontece, anualmente, o Furdunço e o Fuzuê.

Orla da Barra (Sérgio Bezerra)

Por lá: acontece o Habeas Corpus

É o percurso entre o Farol da Barra e o Morro do Cristo, e ficou muito conhecido por ser o local em que ocorrem as festas pré-carnaval. Sérgio Bezerra é dono do bar Habeas Corpus e do bloco de mesmo nome, que é uma das fanfarras mais tradicionais da quarta-feira, véspera de carnaval. O percurso é conhecido pelas bandas de chão, com blocos de sopro e percussão, que iniciam as apresentações por volta das 16h.

Nordeste de Amaralina (Mestre Bimba)

Situado no Nordeste de Amaralina, o circuito costuma receber blocos afoxés, samba, travestidos e capoeira e, por isso, recebeu o nome do soteropolitano que criou a capoeira regional. O desfile no local já acontecia desde 2004, mas foi apenas em 2016 que ele se tornou um circuito alterativo oficial.

Garcia – Campo Grande (Circuito Riachão)

Por lá: acontece a tradicional Mudança do Garcia

Anteriormente chamado de “Mudança do Garcia”, o Riachão ganhou esse nome em 2015, como uma forma de homenagear o sambista soteropolitano nascido no Garcia. O percurso vai do fim da linha do Garcia e até o Campo Grande.