Didá Banda Feminina

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O poder da mulher na percussão

Didá Banda Feminina. Pelourinho Salvador Bahia. Foto: Amanda Oliveira.

Da idealização de Antônio Luís Alves de Souza, o lendário Neguinho do Samba, nasceu o ritmo que marcaria o carnaval da Bahia e a música brasileira para sempre: o samba reggae. Também pelas mãos do mestre, foi criado, em 1993, um projeto que mudaria, por meio dos tambores, a vida de muitas meninas e mulheres do Centro Histórico de Salvador: a Associação Educativa e Cultural Didá.

Não à toa, Didá é uma palavra em iorubá que significa “poder da criação”. Fruto da mente criativa de um mestre da música e levada adiante pelo poder das mulheres, o bloco segue firme como instrumento de transformação social e resistência. A Didá vem cada vez mais fortalecendo o pensamento* de que as mulheres podem e querem tocar tambores, que mulheres negras são deusas magníficas na criatividade, na universidade e em tudo que quiserem realizar.

Didá Banda Feminina. Pelourinho Salvador Bahia. Foto: Amanda Oliveira.

A Associação tem atividades o ano inteiro. Na sede no Pelourinho, casa e território ancestral, mantém atividades de inclusão com ensino gratuito de artes para mulheres de todas as idades e para crianças. São aulas de percussão, dança afro, capoeira, teatro e diálogos sobre identidade para o empoderamento feminino. Quando há apoio financeiro, o desenvolvimento das expressões artísticas se amplia ainda mais e as meninas e mulheres do Centro Histórico podem participar de oficinas de canto, computação e inglês.

Durante o Carnaval, estas mulheres tomam a avenida com a riqueza das histórias femininas que sabem contar. São 1200 associadas que participam todos os anos. Os desfiles são abertos também para todas as mulheres que desejem desfilar na avenida com o bloco, seja tocando percussão ou em algum dos outros setores. Em 2020, a Didá se prepara para vir com 9 alas, todas representando discursos políticos, sendo um deles exclusivamente para mulheres trans. Mulheres de grande representatividade vêm como destaques, segurando estandartes ou em cima do trio.

Saiba mais sobre este caminho de conquistas

Didá Banda Feminina. Pelourinho Salvador Bahia. Foto: Amanda Oliveira.

Em 1993, a necessidade de oferecer para o público feminino, em especial às mulheres negras, um espaço onde pudessem desenvolver atividades artísticas e expor suas ideias, fez com que Neguinho do Samba usasse a casa que ganhou do artista norte americano Paul Simon, no Pelourinho, para fundar a sede da associação que, na época, era formada por um pequeno grupo que dava as primeiras batidas em instrumentos de percussão.

Em janeiro de 1994, ao tocarem na Lavagem do Bonfim, elas surpreenderam aqueles que nunca haviam visto o samba reggae sendo executado por mãos femininas e, no ano seguinte, já começavam a se organizar enquanto bloco afro – o primeiro formado somente por mulheres.

Aliando a dança ao toque dos tambores e vestindo as cores vermelho, amarelo, preto, azul e branco, a Didá Banda Feminina viajou o mundo e chegou a gravar com Caetano Veloso a música “Luz de Tieta”, que fez parte da trilha sonora do filme Tieta do Agreste.

No mundo, tornaram-se referência para todas as mulheres que desejam amar, sorrir e combater todo tipo de opressão com seus tambores. A Didá toca e dança enquanto imprime suas próprias verdades. São realeza, realidade.

Serviço

Didá Banda Feminina
Endereço: Rua Gregório de Matos, 19/21 – Pelourinho, Salvador – BA, 40026-240
Instagram: @didabandafeminina
Telefone: (71) 98756-8454/ 98804-4807/ 3321-2042
Nota*: manifesto nas redes sociais neste link.

Banda Dida. Foto: reprodução das redes oficiais da banda

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Localização
R. Gregório de Matos, 19/21 - Pelourinho, Salvador - BA, 40026-240

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