{"id":608,"date":"2022-09-10T09:20:37","date_gmt":"2022-09-10T12:20:37","guid":{"rendered":"https:\/\/salvadordabahia.com\/capitalafro\/?post_type=experiencias&#038;p=608"},"modified":"2022-11-29T09:29:26","modified_gmt":"2022-11-29T12:29:26","slug":"salvador-capital-afro-rio-vermelho","status":"publish","type":"experiencias","link":"https:\/\/www.salvadordabahia.com\/capitalafro\/experiencias\/salvador-capital-afro-rio-vermelho\/","title":{"rendered":"Salvador Capital Afro &#8211; Rio Vermelho"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">Rio Vermelho preserva mem\u00f3ria de \u00fanica festa exclusiva para divindade do candombl\u00e9<\/h2>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Dentro do calend\u00e1rio da cidade, a Festa de Iemanj\u00e1 n\u00e3o possui associa\u00e7\u00e3o com santo cat\u00f3lico.<\/h3>\n<p>O bairro do Rio Vermelho pode at\u00e9 ser conhecido pela infinidade de restaurantes, bares e espa\u00e7os art\u00edsticos; no entanto, \u00e9 o cheiro do dend\u00ea dos pontos de tr\u00eas famosas baianas de acaraj\u00e9 e a forte rela\u00e7\u00e3o com a religiosidade de heran\u00e7a africana, por conta da Rainha do Mar, Iemanj\u00e1, que eternizaram a magia do bairro, que n\u00e3o escapa \u2013 como todo canto desta cidade \u2013 da mem\u00f3ria ancestral que d\u00e1 o tom de tudo que forma a identidade soteropolitana. Reunimos v\u00e1rias experi\u00eancias para voc\u00ea vivenciar o Rio Vermelho, em um roteiro perfeito para fazer andando.<\/p>\n<h3>Alguns dos tabuleiros mais famosos de Salvador<\/h3>\n<p>Para adquirir energia para andar pelas refer\u00eancias, vamos come\u00e7ar pela comida. Os primeiros sentidos saciados s\u00e3o a vis\u00e3o e o olfato. A vis\u00e3o acompanha o bolo de massa branca de feij\u00e3o-fradinho ganhando cor, consist\u00eancia e exalando cheiro enquanto cozinha em um tacho com azeite de dend\u00ea fervente. N\u00e3o h\u00e1 quem resista. Com poucas altera\u00e7\u00f5es na receita, como acrescentar o azeite na massa e cozinhar no vapor, o abar\u00e1 tamb\u00e9m \u00e9 apreciado como o acaraj\u00e9. Ambos podem ser servidos com pimenta, vatap\u00e1, caruru, camar\u00e3o seco e salada.<\/p>\n<p>E o Rio Vermelho concentra tr\u00eas especialistas em todas as iguarias de um tabuleiro tradicional, como passarinha, cocadas e bolinho de estudante. Assim, as recomenda\u00e7\u00f5es s\u00e3o os pontos de Cira (no Largo da Mariquita), Dinha (Largo de Santana) e Regina (entre o Largo e a Casa de Iemanj\u00e1). S\u00e3o fam\u00edlias que carregam a tradi\u00e7\u00e3o h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es do com\u00e9rcio de um dos s\u00edmbolos culturais da cidade.<\/p>\n<p>Jaciara de Jesus (1951-2020) foi outra baiana cujo acaraj\u00e9 ganhou a predile\u00e7\u00e3o de parte consider\u00e1vel dos moradores de Salvador. O primeiro ponto de Cira do Acaraj\u00e9 foi no bairro de Itapu\u00e3, que ainda existe. Depois foi aberta uma filial no Rio Vermelho. A baiana ganhou, pelo menos, quinze pr\u00eamios em edi\u00e7\u00f5es de Veja Comer &amp; Beber.<\/p>\n<p>Atualmente, Elaine Assis, 40 anos, divide com o irm\u00e3o a administra\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio familiar e o cuidado espiritual herdado da m\u00e3e, a quituteira Lindinalva de Assis, a Dinha do Acaraj\u00e9 (1951-2008), que deu continuidade ao legado de Ubaldina de Assis, fundadora do ponto em 1944. A localiza\u00e7\u00e3o pode ser identificada como Largo de Sant\u2019Ana ou Largo de Dinha (a denomina\u00e7\u00e3o preferida de baianos e turistas). O acaraj\u00e9 preparado por Dinha foi um dos mais famosos de Salvador.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201cA vida da gente sempre esteve ligada ao Rio Vermelho. Desde a minha inf\u00e2ncia tudo era aqui. Trabalho, lazer, estudos. E permanecemos fortalecendo esse la\u00e7o\u201d<\/em>, contou Elaine, que ainda divide o tabuleiro com primas e sobrinhas.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Aos 70 anos, com ponto fixo no Rio Vermelho h\u00e1 pelo menos 40 anos, Regina dos Santos Concei\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 na linha de frente da venda di\u00e1ria, mas monitora o tabuleiro e, de vez em quando, aparece para matar saudades de antigos fregueses.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201cSou muito querida no Rio Vermelho e fiz muitos amigos ao longo dos anos, que ficam cobrando minha presen\u00e7a. A\u00ed, de vez em quando apare\u00e7o para abra\u00e7ar todo mundo, tirar fotos\u201d<\/em>, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h3>Em busca do verdadeiro sabor da nossa hist\u00f3ria<\/h3>\n<p>Lugares para comer bem s\u00e3o v\u00e1rios, mas vamos ficar com mais um que re\u00fane elementos da culin\u00e1ria afro, com resgate de pratos da gastronomia regional comuns em feiras, ruas e mercados populares: Dona Mariquita. S\u00e3o valorizados produtos regionais com influ\u00eancias ind\u00edgena e sertaneja tamb\u00e9m. A funda\u00e7\u00e3o ocorreu em 2006 e a decora\u00e7\u00e3o r\u00fastica, com muito barro e renda, deixa o local estiloso e aconchegante.<\/p>\n<p>Moquecas, galinha ao molho pardo, feijoada de frutos do mar, carne-seca na moranga, arroz de hau\u00e7\u00e1, quiabada e a frigideira de maturi est\u00e3o entre os pratos mais pedidos. A Veja Salvador elegeu o local como o melhor restaurante brasileiro da capital baiana por dois anos, sem contar a cita\u00e7\u00e3o como refer\u00eancia de comida brasileira pelo New York Times.<\/p>\n<h3>Esculturas, pontos de visita\u00e7\u00e3o e para lindas fotos<\/h3>\n<p>\u00cdcone forte no bairro, esculturas em homenagem \u00e0 divindade que tem o mar como dom\u00ednio est\u00e3o por toda a extens\u00e3o do Rio Vermelho. No Largo da Mariquita, a obra Sereia Yemanj\u00e1, do artista pl\u00e1stico Tatti Moreno, em fibra de vidro, est\u00e1 l\u00e1 dourada e de frente para o mar.<\/p>\n<p>Na balaustrada, no trecho em que ficam os barcos dos pescadores Col\u00f4nia de Pesca Z1, em frente \u00e0 Igreja de Santana, foi instalada a escultura Odoy\u00e1 (2008), do artista visual Ray Vianna, feita em a\u00e7o inox, com altura de 4,50 metros e largura de nove metros. Ele conta que come\u00e7ou a obra como um cavalo-marinho, mas imaginou uma barbatana e optou por uma estrutura vazada na linha da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Integrando a paisagem na orla do bairro, ao lado da quadra de esportes, na enseada do Rio Vermelho, est\u00e1 o Cetro da Ancestralidade (Opo Baba N\u2019Laawa) \u2013 2001. A escultura em bronze tem 10 metros de altura e \u00e9 assinada pelo sacerdote-artista Deosc\u00f3redes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi (1917-2013). Pode ser definida com arte sacra.<\/p>\n<p>Dos outros elementos que chamam a aten\u00e7\u00e3o, na entrada da Casa do Peso, mais conhecida como Casa de Iemanj\u00e1, foi instalada a escultura da Rainha do Mar por Manoel Bonfim em 1970. O pequeno im\u00f3vel aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o abriga esculturas, fotografias, pinturas e \u00e9 zelado pelos pescadores. Visitantes costumam fazer ora\u00e7\u00f5es, pedidos e deixam presentes. Da janela, a vista encanta e \u00e9 mais uma atra\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o.<\/p>\n<h3>Dia 2 de fevereiro, dia de festa no mar\u2026<\/h3>\n<p>Com todos os pontos e refer\u00eancias apresentados, vamos falar da festa organizada pelos pescadores da Col\u00f4nia de Pesca Z-1, que integra o conjunto de comemora\u00e7\u00f5es chamadas Festas de Ver\u00e3o, que antecedem o Carnaval na capital baiana. O in\u00edcio data da d\u00e9cada de 1920, quando os pescadores resolveram oferecer um presente \u00e0 M\u00e3e d\u2019\u00c1gua diante de dias de escassez de peixes. A festa foi reconhecida como patrim\u00f4nio imaterial de Salvador pela prefeitura em 2019. \u00c9 a \u00fanica celebra\u00e7\u00e3o exclusiva de uma divindade do candombl\u00e9 sem associa\u00e7\u00e3o com santa ou santo da religi\u00e3o cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>Segundo a jornalista e doutora em antropologia Cleidiana Ramos, a festa teve o protagonismo consolidado a partir dos anos 60:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201cEssa festa est\u00e1 ligada \u00e0 da padroeira do Rio Vermelho, Nossa Senhora Sant\u2019Ana, que era bem mais discreta, e o auge era o Bando Anunciador, que foi considerado o Grito de Carnaval por muito tempo. Nos anos 70 foi retirada de forma oficial dessa data. A Par\u00f3quia do Rio Vermelho transferiu para o dia lit\u00fargico em 26 de julho.\u201d<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Outra caracter\u00edstica que vem sendo ampliada \u00e9 a que o antrop\u00f3logo Roberto Albergaria chamava de festival religioso. \u201cNo entorno da Casa do Peso, que \u00e9 o centro da festa, t\u00eam sido vistas, nos \u00faltimos tempos, outras manifesta\u00e7\u00f5es no escopo das religi\u00f5es afro-brasileiras. Aumento de celebra\u00e7\u00f5es para caboclos: logo pela manh\u00e3 na areia j\u00e1 come\u00e7a a organiza\u00e7\u00e3o de tendas. Isso acontece tamb\u00e9m pela migra\u00e7\u00e3o de centros de umbanda e terreiros de outros estados brasileiros\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n<p>Para Cleidiana Ramos, outro ponto que pode ser destacado \u00e9 a autonomia e independ\u00eancia do rito:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201c\u00c9 uma festa particular, feita pelos pescadores, uma comunidade tradicional que faz sua celebra\u00e7\u00e3o, seu rito, independentemente do que acontece no entorno. Foi a \u00fanica que manteve seu rito principal mesmo na pandemia\u201d<\/em>, explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ao longo do dia da festa, \u00e9 extensa a fila de devotos que n\u00e3o abrem m\u00e3o de garantir que seu agrado \u00e0 Rainha do Mar seja entregue junto com a oferenda da Col\u00f4nia de Pesca em balaios disponibilizados para este fim, que ficam repletos de alfazema, rosas, espelhos, fitas, conchas, peixes, redes de pesca, barcos, sabonetes, perfumes, entre outros. Enquanto isso, os integrantes do terreiro de candombl\u00e9 respons\u00e1vel pela prepara\u00e7\u00e3o espiritual do presente principal para Iemanj\u00e1 (oferenda dos pescadores da col\u00f4nia) realizam, ainda no caramanch\u00e3o instalado na frente da Casa do Peso, os ritos no presente, que sai da sede da col\u00f4nia, no final da tarde, em cortejo embalado pelo Filhos de Gandhy para ser entregue em prociss\u00e3o mar\u00edtima.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m quem opte por entregar pessoalmente \u00e0 homenageada do dia na praia ou contratando pescadores que levam grupos aos locais mais afastados da praia. No dia, as cores predominantes por onde se anda na regi\u00e3o s\u00e3o o azul e o branco. E paralelamente festas privadas acontecem em todo o bairro, em espa\u00e7os culturais, hot\u00e9is e restaurantes. Pelas ruas desfilam grupos de samba de roda e ijex\u00e1, de capoeira e fanfarras.<\/p>\n<h3>Festa de identidade negra<\/h3>\n<p>No entanto, a \u00fanica que prioriza e se destaca como festa de identidade negra \u00e9 a \u2018Yemanj\u00e1 \u00e9 Black\u2019, produzida pelo ator e afrochef Jorge Whashington. Enquanto em todos os altares do Rio Vermelho no dia 2 de Fevereiro a imagem de Iemanj\u00e1 tem a pele branca e o cabelo liso, l\u00e1 a divindade negra tem a pele preta e o cabelo crespo, que tamb\u00e9m \u00e9 estampada na camisa vestida pelos participantes do evento. Os requisitos s\u00e3o os mesmos para a escolha das atra\u00e7\u00f5es musicais, que s\u00e3o artistas negros. O prato principal \u00e9 a feijoada, unanimidade no card\u00e1pio em outras festas do dia pelo bairro.<\/p>\n<h3>Capoeira<\/h3>\n<p>Encerrando o passeio, j\u00e1 perto do limite com o bairro de Ondina, a sede do Instituto Nzinga (@nzinga.salvador) preserva a pr\u00e1tica da capoeira Angola e seus valores, al\u00e9m de conhecimentos sobre outros temas ligados \u00e0 identidade negra e religiosidade. Al\u00e9m das rodas, s\u00e3o realizados semin\u00e1rios e outras atividades culturais. O nome \u00e9 em homenagem \u00e0 rainha de Matamba e Angola Nzinga Mbandi Ngola (1581-1663), que atuou na resist\u00eancia \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o pelos portugueses em territ\u00f3rio africano. O grupo realiza seu trabalho para a comunidade do Alto da Sereia, \u00e1rea que \u00e9 considerada remanescente de quilombo em Salvador. O grupo conta com n\u00facleos, al\u00e9m da capital baiana, em S\u00e3o Paulo, Bras\u00edlia, Mo\u00e7ambique, M\u00e9xico e Alemanha. Saiba os endere\u00e7os e hor\u00e1rios dos treinos <a href=\"http:\/\/nzinga.org.br\/pt-br\/nucleo_enderecos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">neste link<\/a>.<\/p>\n<h3>Curiosidades<\/h3>\n<p>O nome Mariquita vem da palavra tupi mairaquiquiig, que significa \u201clugar que d\u00e1 peixe mi\u00fado\u201d. O peixe mi\u00fado em quest\u00e3o \u00e9 a petitinga, que se encontrava em grande quantidade em certas \u00e9pocas do ano nessa praia.<\/p>\n<p>A origem do nome Rio Vermelho vem da palavra tupi camorogipe, que indica um rio de \u00e1guas barrentas e piscosas. Conhecido como Rio das Tripas, hoje \u00e9 um esgoto a c\u00e9u aberto, o rio que batiza o bairro possui v\u00e1rias grafias: Camaragipe, Camarujipe, Camaragibe, etc. A que prevalece, no entanto, \u00e9 Camarujipe, divulgada popularmente. E a voz do povo \u00e9 a voz de Deus. Saiba<a href=\"https:\/\/www.facom.ufba.br\/com112_2000_1\/rio_vermelho\/hist_curios.htm#:~:text=O%20nome%20Mariquita%20vem%20da,de%20%C3%A1guas%20barrentas%20e%20piscosas.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> mais neste link<\/a>.<\/p>\n<h3>Refer\u00eancias culturais<\/h3>\n<p>PACI\u00caNCIA | Topon\u00edmia da Cidade com Cid Teixeira. Neste <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LUDZNCyMi8w&amp;list=PLzA2y8OkKTsR1MeLJqAlV2BihGrty0B2k&amp;index=15\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">link<\/a>.<\/p>\n<p>Caminhos do Mar &#8211; Gal Costa. Neste <a href=\"https:\/\/youtu.be\/8GRVNYDdOVY\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">link<\/a>.<\/p>\n<p>Yemanj\u00e1 Rainha do Mar &#8211; Maria Beth\u00e2nia. Neste <a href=\"https:\/\/youtu.be\/IalnmZis2lw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">link<\/a>.<\/p>\n<p>O Mar Serenou &#8211; Clara Nunes. Neste <a href=\"https:\/\/youtu.be\/drGewMyo00A\">link<\/a>.<\/p>\n<p>Dia 2 de Fevereiro &#8211; Dorival Caymmi. Neste <a href=\"https:\/\/youtu.be\/MOjIlsuEzhg\">link<\/a>.<\/p>\n<p>Akar\u00e1 &#8211; Margareth Menezes. Neste <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5_nj6KZCi0A\">link<\/a>.<\/p>\n<p>A Preta do Acaraj\u00e9 &#8211; Dorival Caymmi. Neste <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=pSACcqbLv00\">link<\/a>.<\/p>\n<p>Dossi\u00ea do Iphan sobre o of\u00edcio das baianas de acaraj\u00e9. 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